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Distrito de Lisboa

Monumentos e locais a visitar

 

LISBOA

Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge é um sítio encantado, uma encantadora cidadela onde ainda se encontram gansos e patos a passear pelos jardins do castelo. Em tempos usado como fortaleza, é hoje casa de muitas famílias e é com certeza um local a não perder! Os visitantes podem subir às torres, passear pelas plataformas das muralhas e deliciar-se com as espectaculares vistas sobre Lisboa e o Rio Tejo, enquanto os residentes desta pitoresca zona de Lisboa passam o seu tempo a jogar às cartas debaixo das árvores. Conquistado aos Mouros em 1147, o Castelo de São Jorge estende-se por uma área de aproximadamente 6000 metros quadrados, incluindo diversas torres, vigias, um fosso (agora seco) e duas praças divididas por uma muralha interior, mas com uma porta comunicante. Algo a não perder neste castelo é a Casa Ogival, com os seus cinco arcos ogivais, onde pode ver a porta do século XVII que fazia a ligação às prisões outrora existentes aqui.
A simbiose entre o castelo e a paisagem não podia ser mais perfeita. Devido ao seu passado histórico e às fascinantes vistas que oferece, este é o local ideal para uma tarde bem passada.

Palácio de Belém

É uma pena os turistas não terem acesso ao Palácio de Belém, mas mesmo sendo só visto de fora isto continua a ser algo que não vai querer perder. Esta é a residência oficial do Presidente da República e foi construído em 1559 pelo nobre D. Manuel de Portugal, estando situado numa zona que não vai, igualmente, querer deixar de visitar. No século XVIII, este palácio era conhecido como 'palácio dos leões' - símbolo solar que combina Sabedoria e Poder -, animais que podem ser vistos um pouco por todo o palácio.

O acesso ao Palácio é vigiado por dois guardas. É impressionante a sua seriedade (lembro-me de, quando era criança, ficar à frente deles a tentar fazê-los rir ou, simplesmente, olhar para mim e eles nada! Bem, ao menos tentei...). Estes guardas usam uma farda magnífica, um curioso chapéu com uma espécie de rabo-de-cavalo branco e uma espada à cintura... Faz-nos pensar que andámos atrás no tempo.

Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Decobrimentos foi inaugurado em 1960, aquando das celebrações dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique (Henrique O Navegador). Evoca claramente a expansão marítima e foi desenhado na forma de uma caravela, liderada pelo Infante D. Henrique - que segura numa mão uma pequena caravela -, seguido de muitos outros heróis da história portuguesa (Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral - que descobriu o Brasil - Fernão Magalhães - que atravessou o Pacífico em 1520 -, o escritor Camões e muitos outros).

Visto da gigantesca Rosa-dos-Ventos, este monumento fascina pela sua majestosidade e pelos seus 50 metros de altura, sendo visitado por milhares de pessoas todos os anos. Minuciosamente esculpida em pedra, a Rosa-dos-Ventos (veja o painel no topo da página) foi um presente da República da África do Sul e percepciona-se melhor do cimo do Padrão dos Descobrimentos, cujo acesso é feito pelo elevador situado dentro do edifício. O mapa central, com figuras de galeões e sereias desenhadas, mostra as rotas das descobertas concretizadas nos séculos XV e XVI.
Este monumento situa-se em Belém, mesmo na margem do rio Tejo, numa área única e é particularmente impressionante à luz do pôr-do-sol

Jardim Botânico

O Jardim Botânico da Ajuda é o mais antigo de Portugal. Construído em 1768, por ordem do Marquês de Pombal, este jardim era utilizado pelas princesas do Palácio da Ajuda e foi nele que se reuniram as muitas espécies de outros países trazidas pelos descobridores portugueses.
Situado na Ajuda, este jardim conta com árvores com mais de cem anos de idade e com uma vista magnífica sobre o Rio Tejo. Dividido em três áreas diferentes, o magnífico Jardim Botânico da Ajuda presenteia-o com quatro estufas, sendo uma delas actualmente usada como restaurante, três lagos, canteiros de porcelana do século XIX, uma fonte do século XVIII decorada com serpentes, cavalos marinhos e criaturas míticas e muitas, muitas plantas e flores.

Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerónimos é frequentemente conhecido como a 'jóia' do estilo Manuelino. Este estilo combina elementos arquitectónicos dos períodos Gótico e Renascentista, juntando-os a uma simbologia real e naturalista, que o tornam verdadeiramente único. Em 1496, o rei D. Manuel I pediu à Santa Sé autorização para construir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do rio Tejo. As obras começaram em 1501 e só terminaram quase um século depois. D. Manuel I e os seus descendentes foram enterrados em túmulos de mármore situados na capela-mor da Igreja e capelas laterais do transepto. A dedicação do mosteiro à Virgem de Belém foi outro factor que influenciou a decisão régia. O Mosteiro dos Jerónimos veio substituir a igreja que invocava Santa Maria de Belém, onde os monges da Ordem de Cristo davam assistência aos muitos marinheiros que por ali passavam. Por esta razão, D. Manuel I escolheu os monges da Ordem de S. Jerónimo, cujas funções eram rezar pela alma do rei e dar apoio espiritual aos que partiram da Praia do Restelo à descoberta de novas terras.Por ter sido construída nos bancos de areia do rio Tejo, a estrutura do mosteiro não sofreu muitos danos com o terramoto de 1755. Em 1907 foi declarado Monumento Nacional e em 1984 foi classificado “Património Cultural de toda a Humanidade” pela UNESCO. Muito mais haveria a dizer acerca deste monumento, mas deixo-o apenas com uma palavra final... IMPRESSIONANTE!

Torre de Belém

A Torre de Belém foi construída na era das Descobertas (quando a defensa da cidade era de extrema importância) em homenagem ao santo padroeiro da cidade, São Vicente.
Para melhorar a defesa de Lisboa, o rei João II desenhou um plano que consistia na formação de uma defesa constituída por três fortalezas junto do estuário do Tejo. Formava um triângulo, sendo que em cada ângulo se contruiría uma fortaleza: o baluarte de Cascais no lado direito da costa, a de S. Sebastião da Caparica no lado esquerdo e a Torre de Belém na água (já mandada construir por D. Manuel I).
Este monumento está repleto de decoração Manuelina que simboliza o poder do rei: calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.
Com o passar do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função de defesa.
Durante os séculos que se seguiram, desempenhou funções de controle aduaneiro, de telégrafo e até de farol.
Foi também prisão política, viu os seus armazéns transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política. Finalmente, em 1983 a UNESCO classificou-a Património Cultural de Toda a Humanidade.

Parque Eduardo VII

O Parque Eduardo VII situa-se no extremo norte da Avenida da Liberdade, mesmo por trás da Praça Marquês do Pombal. Originalmente designado Parque da Liberdade, foi rebaptizado com o nome do Rei de Inglaterra que veio a Lisboa em 1903 para reafirmar a aliança Anglo-Portuguesa. Detentor de excelentes vistas sobre a cidade, é frequentemente palco de exposições, concertos e da Feira Anual do Livro.
Neste espaço pode encontrar o Pavilhão dos Desportos, construído em 1932 - hoje conhecido como "Pavilhão Carlos Lopes" em honra do atleta português com esse nome -, alguns lagos, estátuas, uma impressionante escultura concebida por João Cutileiro em honra da Revolução do 25 de Abril e o Clube VII com court de ténis, ginásio, piscina e restaurante.
E o Óscar vai para... (consegue ouvir o rufar dos tambores?)... a Estufa Fria! Esta estufa é um verdadeiro museu verde, onde plantas e flores dos cinco continentes crescem harmoniosamente sob um tecto que regula a temperatura do ar e a intensidade da luz. Foi construída em 1930 e fornece aos que a visitam a tão procurada paz de espírito e uma purificação dos sentidos, num cenário encantado com lagos, pequenas fontes e estátuas.
Esta área encontra-se dividia em três zonas diferentes: a estufa original, a estufa quente e a estufa doce. Na primeira (que é também a mais fresca) encontra uma vegetação extraordinária que, em conjunto com a construção em que está inserida (ferro e tiras de madeira), o presenteia com cenários magníficos; a estufa quente, coberta de vidro, mostra-lhe espécies que precisam de uma atmosfera mais quente para sobreviver; e a estufa doce, que de doce tem pouco, é o território de diversas espécies de cactos... atençao a onde põe os pés!

Jardim da Estrela

O Jardim da Estrela, mais tarde renomeado Jardim Guerra Junqueiro, foi criado em meados do século XIX, em frente à Basílica da Estrela, em Lisboa, nuns terrenos de António José Rodrigues, sendo a iniciativa da sua construção devido a António Bernardo da Costa Cabral, com o apoio de D. Maria II, Manuel José de Oliveira e a um donativo de quatro contos de um português do Brasil, Joaquim Manuel Monteiro. Os trabalhos de construção tiveram início no ano de 1842, sendo interrompidos entre 1844 e 1850, devido à conturbada situação política, e reiniciados neste ano, sob orientação dos jardineiros Bonnard e João Francisco. Na segunda metade do século XIX, o Passeio da Estrela esteve na moda. Nos anos 70 do século XIX, existia um leão na sua jaula que havia sido doado por Paiva Raposo.
Aos fins-de-semana os patos e carpas do lago deliciam-se com o comer que algumas famílias levam, o jardim dispõe também de um café e de belíssimos canteiros. Um dos pontos centrais do jardim é o coreto verde de ferro forjado, onde os músicos tocam nos meses de Verão. Foi construído em 1884 e encontrava-se originalmente no Passeio Público antes da construção da Avenida da Liberdade. O coreto foi transferido para o jardim no ano de 1936.

Elevador da Glória

O Elevador da Glória é um dos poucos elevadores que restam em Lisboa e situa-se na baixa, mais precisamente na Praça dos Restauradores. Faz a ligação entre esta praça e o Bairro Alto numa viagem de 265 metros para cima e para baixo.
Quando sair do elevador, encontra no lado direito o miradouro de S. Pedro de Alcântara, de onde tem vistas excelentes sobre o centro de Lisboa e o mágico Castelo de São Jorge. Mesmo do outro lado da rua, ligeiramente para a direita, na Rua de S. Pedro de Alcântara, nos.39-49, fica o Instituto do Vinho do Porto, onde pode provar e comprar uma grande variedade de vinhos do Porto.
O Elevador da Glória abriu a 24 de Outubro de 1885 e, desde essa altura, dois elevadores têm feito o percurso nos sentidos ascendente e descendente, transportando turistas e residentes numa viagem que, apesar de não ser rica em paisagem, continua a ser única e muito agradável!
Este elevador é o mais movimentado de Lisboa e também o mais acessível aos turistas, uma vez que fica mesmo ao lado do principal posto de informação do turismo no Palácio da Foz. Funciona todos os dias entre as 07.00 e as 00.55.

Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa é uma obra de arte concebida por um aprendiz de Gustave Eiffel e liga a Baixa ao Bairro Alto.
Abriu em 1902, altura em que funcionava a vapor, e em 1907 começou a trabalhar a energia eléctrica, sendo o único elevador vertical em Lisboa a prestar um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas). Em design neogótico romântico, este elevador é definitivamente algo que você não pode perder!
O café no topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo

Jardim Zoológico de Lisboa

Contando com uma das melhores exibições zoológicas do mundo, com condições muito aproximadas aos habitats de origem, o Jardim Zoológico de Lisboa oferece ainda diversas actividades de entretenimento e outros serviços.

Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa

Conhecer Lisboa e os seus sentimentos mais íntimos significa escutar o fado e os choros da guitarra portuguesa.
Está interessado em saber mais sobre as suas origens?... Visite este museu e encontrará uma fascinante mostra que documenta a história e as raízes da típica música de Lisboa.
Esta casa conta com um átrio exterior onde são apresentados espectáculos, um arquivo documental, um auditório, uma loja temática e um café.

Basílica da Estrela

Esta basílica, cuja cúpula na colina da Estrela é uma das marcas de Lisboa, foi construída no século XVIII para cumprir a promessa da rainha D. Maria I, caso tivesse um descendente. Este templo representa uma das mais importantes obras do barroco final, que integra de forma original e harmoniosa a volumetria barroca e um gosto modernizante, na sua ornamentação neoclássica. Aqui trabalhou João Frederico Ludovice, depois do monumental Convento de Mafra. Par além da monumental cúpula, no seu interior salienta-se a cena da Natividade, esculpida por Machado de Castro em terracota e o túmulo de D. Maria em estilo Império. Do outro lado da rua, o romântico Jardim da Estrela.

Sé Catedral

Estilo romântico, mandado erguer pelo primeiro monarca português, D. Afonso Henriques (1109-1185). Interior em cruz latina, com três naves , onde se encontra a pia do séc. XII que baptizou Santo António. Capela gótica, onde se expõe um presépio do escultor Machado de Castro.

AMADORA

Aqueduto Geral das Águas Livres

O Aqueduto Geral das Águas Livres foi mandado construir por decreto de D. João V, em 1731. No ano seguinte, tiveram início as obras de construção do Aqueduto, que viriam a ser terminadas em meados do Século XIX, devido à sua grandiosidade e extensão. Estamos perante uma obra impressionante da engenharia portuguesa do Século XVIII, cujo troço principal tem cerca de 14 km, 8 dos quais no Município da Amadora, encontrando-se aqui os Aquedutos Subsidiários mais importantes. Na Amadora, o Aqueduto tem maior visibilidade na Freguesia da Damaia onde forma 19 arcos, o mais alto tem 18 metros de altura e 8,5 metros de vão, constituindo um dos percursos mais bonitos do Município. Quanto à sua tipologia, é considerado uma obra de arquitectura civil pública, barroca e neoclássica. O Aqueduto teve como função principal suprir as carências de água na Capital.

 

Mães d’Água

Diversas Mães d´Água fazem parte integrante do Aqueduto Geral das Águas Livres. A mais monumental, que se localiza no Município da Amadora, é a Mãe d´Água Nova, que marca o início do Aqueduto Geral das Águas Livres no Município. A Mãe d’Água Nova tem 17 metros de altura desde o fundo da câmara interior até à base da lanterna e 5 metros de profundidade, onde se pode aceder por uma escada de 29 degraus em meia circunferência no interior. Por fora, a clarabóia tem forma octogonal. A meio da escada, de lado, numa concavidade na rocha está a nascente desta Mãe d’Água, cujo líquido corre por uma calha separada até se encontrar com o Aqueduto da Mãe d’Água Velha, localizada no Município de Sintra.

 

Mina d’Água e Jardim da Mina

A gruta onde está a mina d’água que deu origem ao nome de Bairro Parque da Mina, bem como à Freguesia da Mina, é visível no actual Jardim da Mina, situado entre a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra e a Avenida General Humberto Delgado. Segundo narrativa de Cardoso Lopes nas suas “Memórias” (Apontamentos para a História da Amadora, 1989) esta era uma das muitas minas que existiam ao longo do Aqueduto Geral das Águas Livres, que eram utilizadas para aproveitamento de água. O acesso ao interior da mina era feito através de uma galeria, de cerca de 200 m de comprimento, que ia dar perto da referida gruta. Dizia-se que esta água era muito boa. Assim, Cardoso Lopes pediu a concessão da água, a qual lhe foi conferida em 1910, e adquiriu os terrenos onde se encontra a mina para construção do Bairro-Parque da Mina, encarregando o arquitecto Jesuíno Ganhado pela elaboração de um projecto para as instalações da Água da Mina. O projecto foi apresentado à Câmara de Oeiras mas não chegou a concretizar-se, contudo a Mina foi arranjada, com as obras a iniciarem-se em 1911. Em 1913, aquando da inauguração do Bairro-Parque da Mina, pelo Presidente da República, Manuel de Arriaga, Cardoso Lopes mandou colocar uma placa de mármore sobre a entrada da mina d’água, para assinalar o acontecimento. Actualmente, ainda é possível ver uma placa que reproduz a original, entretanto retirada

 

Parque Central da Amadora

Zona de excelência de convívio e passeio dos cidadãos, este Parque tem sido alvo de diversas acções de beneficiação e adaptação à realidade actual. O Parque Central conta desde 2004 com um circuito de manutenção para idosos e pessoas com necessidades especiais, composto por um conjunto de equipamentos que permitem exercitar os membros superiores e inferiores, as articulações e o sistema vascular.Foi construída uma moderna estrutura dupla de sombreamento numa zona equipada com mesas, cadeiras e bancos, que é muito utilizada pela população sénior, e reconstruídos os caminhos pedonais. O lago foi recuperado, com a colocação de dois géisers com 12 metros de altura e nova iluminação. Foi também removida a vedação existente e construídas doze novas entradas do parque.

CASCAIS

Marina de Cascais

Marina de CascaisA Marina de Cascais fica situada na Baía do mesmo nome, cerca de 9M a SE do Cabo da Roca e a 4M a W da entrada do Porto de Lisboa. Os faróis de referência para a aproximação a esta marina são, do lado W, o da Guia e igualmente a W, mas quase em cima da marina, o de Santa Marta. A entrada da marina faz-se de NE para SW. Para quem vem do mar é necessário contornar todo o molhe mantendo, ao longo do todo este, um amplo resguardo, indicado pelas três bóias cardeais e uma bóia vermelga aí existentes. É ainda necessário dar resguardo à cabeça do molhe, deixando por BB a pequena bóia redonda, vermelha e cega, aí fundeada. O pontão de chegada situa-se do lado N na entrada da marina.

Boca do Inferno

Boca do InfernoA Boca do Inferno localiza-se na costa Oeste da vila de Cascais. O nome "Boca do Inferno" atribuído a este local deve-se à analogia morfológica e ao tremendo e assustador impacto das vagas que aí se fazem sentir. A característica que compõe a rocha na falésia é de natureza carbonatada. A erosão exercida pela acção das águas das chuvas que, contendo dióxido de carbono dissolvido, provocam a dissolução do carbonato. Através deste processo formam-se cavidades e grutas no interior dos calcários. É bem possível que o local tenha sido uma antiga gruta. Com o abatimento das camadas superiores a gruta terá sido destruída, restando uma enorme cavidade a céu aberto. Com características únicas, é local de lazer, onde se pode desfrutar de uma paisagem divina e magníficos pôr-do-sol, sendo apenas ensombrada por não raros suicídios cometidos na sua perigosa e desprotegida falésia. Actualmente, o mar com embates violentos e impiedosos, eleva-se numa espuma branca e mortífera por dezenas de metros, continuando a desgastar a milenar rocha, aumentando desta forma a espectacularidade e a dimensão da Boca do Inferno

Praias de Cascais

Praia Grande do GuinchoBanhadas pelo Oceano Atlântico as praias de Cascais estão acessíveis através de carro pela marginal ou através de comboio na linha Lisboa-Cascais, até ao centro da Vila, ou ainda, percorrendo o passeio marítimo, localizado entre a praia da Azarujinha e a praia da Conceição, podendo em qualquer das alternativas desfrutar de um passeio à beira-mar, de elevado valor panorâmico.

Forte S. Jorge de Oitavos - Centro Interpretativo

Forte S. Jorge de Oitavos - Centro InterpretativoO Forte de São Jorge de Oitavos, edifício classificado como Imóvel de Interesse Público foi cedido à Câmara Municipal de Cascais pela Direcção-Geral do Património do Estado em 1999, com vista à sua musealização. Após obras profundas que fizeram ressurgir o seu traçado original, este espaço cultural abriu as suas portas ao público a 1 de Março de 2001. O projecto de musealização incidiu na recuperação de todo o seu interior, enriquecido com uma reconstituição de época, com base num desenho datado de 1796. Em Setembro de 2005 o Forte foi encerrado para a realização de novas obras de beneficiação e recuperação, de forma a solucionar alguns problemas entretanto verificados na sua estrutura. Esta intervenção, financiada pela Comissão de Obras, e correspondente a um investimento de 350 mil euros, consistiu na reparação e requalificação do seu espaço interior, bem como na reabilitação das muralhas envolventes, afectadas por um conjunto de patologias nefastas nos rebocos exteriores. Após a conclusão dos projectos de arquitectura e especialidades, e de uma revisão dos conteúdos da sua área expositiva, o Forte de São Jorge de Oitavos reabriu ao público no dia 28 de Fevereiro de 2009.

Museu Condes de Castro Guimarães

Museu Condes de Castro GuimarãesA construção da Torre de S. Sebastião, actual Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, data do início do século XX e foi mandada edificar pelo aristocrata Jorge O'Neil. Obra notável da arquitectura romântica, a Torre de S. Sebastião fascina pela mistura de estilos e por um envolvente misticismo que faz imaginar histórias de outros tempos...
Em 1910, o palácio foi vendido aos Condes de Castro Guimarães que, após procederem a algumas alterações, passaram a habitá-lo grande parte do ano. O bom gosto do casal reflectiu-se na aquisição de peças de arte e mobiliário representativos de várias épocas, assim como o seu interesse pela cultura se fez sentir com a compra de dois dos elementos mais significativos do acervo do actual Museu: um órgão neo-gótico, construído de encomenda para o Conde e a valiosa Crónica de D. Afonso Henriques, de Duarte Galvão. Os Condes usufruíram pouco tempo deste magnífico palácio. Quando faleceu, em 1927, o Conde deixou, em testamento, a casa e propriedade ao Município de Cascais, para que nelas fosse constituída uma Casa-Museu e Jardim Público.
O Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães foi oficialmente inaugurado a 12 de Julho de 1931, tendo sido durante largos anos o único existente no concelho de Cascais.


Cidadela de Cascais

Cidadela de CascaisA Cidadela de Cascais é um monumento que poderemos designar por compósito, administrado por diferentes tutelas, que guarda memórias de muitos séculos e vivências diversas. A posição estratégica da vila de Cascais, num contexto de defesa da Barra do Tejo e da capital do reino levaram D. João II (r. 1481–1495), a ordenar a edificação da Torre de Santo António (também denominada Torre de Cascais). Concluída já no reinado de D. Manuel I (r. 1495–1521), a fortificação apresentava uma solução transitória entre o castelo medieval e a fortaleza marítima. Uma ampla esplanada voltada para a baía conferia-lhe simultaneamente funções de vigia para protecção das trocas comerciais e de marcação cenográfica do poder real e da jurisdição nacional. No seu interior, a Torre integrava um anexo para armazém e guarnições, uma capela – destruída no terramoto de 1755 –, duas cisternas (a principal sob a torre e muralha) e uma muralha exterior sobranceira ao mar. Apesar de já não ser possível encontrar estas estruturas na sua forma original devido ao abaluartamento da própria Torre, um olhar mais atento, e a informação obtida nas várias intervenções arqueológicas ali realizadas no final do século XX, permitem ainda hoje descobrir as marcas da primitiva estrutura militar. Desajustada das tácticas mais recentes e mal apetrechada de homens e de armas, a Torre de Cascais revelou-se muito vulnerável aquando da investida do exército espanhol, comandado pelo Duque de Alba, em 1580, constituindo um obstáculo de fácil transposição no caminho para a conquista de Lisboa. Depois de assumir o trono, Filipe I (r. 1581-1598) ordenou de imediato a reformulação da vulnerável fortificação, no que viria a tornar-se a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz. Ao contrário da anterior torre dotada de esplanada, a nova obra privilegiou uma planta triangular de relativo baixo custo, com dois vértices voltados para o mar, fosso circundante e acesso exclusivo por ponte levadiça. A estrutura envolveu a velha torre tardo-medieval, com três baluartes compostos por compartimentos abobadados providos de canhoeiras e poderosa construção exterior, com aparelho de grande dimensão e almofadado, disposto em rigorosas fiadas horizontais.

MAFRA

Palácio Nacional de Mafra

Palácio Nacional de MafraUm dos mais importantes monumentos do Barroco em Portugal, o Palácio Nacional de Mafra é um símbolo do reinado absolutista de D. João V. Das suas 1200 divisões, realce para a Biblioteca, uma das mais importantes do século XVIII, com um acervo de cerca de 35 mil volumes, para o Convento, que constitui um património religioso ímpar no nosso país, para a Basílica, obra-prima da arquitectura setecentista, e para os famosos Carrilhões, conjunto único no mundo pelas suas dimensões e beleza do seu mecanismo.

Tapada de Mafra

Tapada Nacional de Mafra Criada no reinado de D. João V, após a construção do Convento de Mafra, como parque de lazer para o Rei e a sua corte, a Tapada Nacional de Mafra possui 819 hectares integralmente protegidos por um muro histórico com 21 km. A floresta ocupa quase a totalidade do espaço e nela vivem em total liberdade populações de gamos, veados, javalis e diversas espécies de fauna selvagem.

Aldeia Típica de José Franco – Sobreiro

Aldeia Típica de José Franco – Sobreiro No Sobreiro, meio caminho entre Mafra e Ericeira, José Franco, recuperou os usos e os costumes das gentes do concelho. Paragem obrigatória numa das “aldeias” mais famosas do mundo.
José Franco não se coibiu de fazer renascer a sua velha sala de aulas, com as pequenas mesas em madeira, o imponente armário da professora, a ardósia; na loja do barbeiro-dentista um freguês submete-se a um corte de barba, na mercearia a Ti Helena serve um copo de vinho… ambientes a convidarem a viagens no tempo.

Praias

Praia da Ribeira d`IlhasA zona litoral do concelho de Mafra é formada por arribas rochosas. No entanto, é justamente nas pequenas baías, que se formam ao longo da costa, que podemos encontrar as suas famosas praias, na sua maioria localizadas na freguesia da Ericeira, pitoresca vila piscatória. Associando a beleza natural à forte concentração de iodo, 11 km de costa fazem desta zona um destino turístico por excelência, que se distingue também pela realização de importantes provas de surf e bodyboard.

Feira da Malveira

Palácio Nacional de Mafra Descendente da feira anual instituída em finais do século XVIII, para compra e troca de gado bovino, essencialmente para consumo em Lisboa. Face à enorme popularidade de que a feira, que tinha lugar em Março, rapidamente gozou, decidiu-se pela realização de uma semanal, à quinta-feira, com a primeira a ser extinta em 1945. com a chegada do caminho-de-ferro, que trouxe um grande desenvolvimento à Malveira, a feira semanal passou a ser visitada por comerciantes oriundos de todo o país.
Hoje, o mercado da Malveira conserva uma grande popularidade na região, ali se transacciona todo o tipo de produtos, desde ferramentas a calçado, passando por mobílias, pássaros ou antiguidades

Loures

Forte de Sacavém

Situado na margem direita do rio Trancão, no chamado Monte Sintra donde lhe advém o nome, a escassos 800 metros da sua confluência com o rio Tejo, a sua construção remonta ao início do século XIX, no quadro das obras de fortificação de Lisboa, que formaram o Campo Entrincheirado de Lisboa, implantando-se no topo de um pequeno morro a cerca de 35 metros de altitude e assumindo assim uma posição estratégica que envolve todo o espaço circundante. De planta no formato pentagonal irregular (tipo Vauban), encontra-se rodeado por um fosso, estando parcialmente enterrado no solo, o que o torna pouco perceptível quando visto de uma altitude inferior, para além de possibilitar a absorção do eventual impacto de um projéctil disparado na sua direcção; estava também preparado para acolher infantaria ligeira na retaguarda e artilharia nos flancos

Quinta de São José (Sacavém)

A Quinta de São José é uma antiga quinta senhorial sita em Sacavém – a única, das muitas que em tempos houve na freguesia, a chegar aos nossos dias. De origem seiscentista, a quinta foi foreira dos Duques de Bragança. O palacete data dos finais do século XVII ou inícios do século XVIII.

Palácio da Mitra (Santo Antão do Tojal) Chafariz monumental no Palácio da Mitra

O Palácio da Mitra, vulgarmente conhecido como Palácio dos Arcebispos é uma antiga residência de veraneio, primeiro dos Arcebispos, e depois, dos Patriarcas de Lisboa, situando-se na freguesia de Santo Antão do Tojal, em Loures. O primitivo palácio foi mandado construir pelo arcebispo D. Fernando de Vasconcelos, cerca de 1554 (sendo este arcebispo também o responsável pela construção da Igreja Matriz de Santo Antão do Tojal). Este palácio, por sua vez, veio substituir uma primitiva casa do século XIII e que pertencia à Mitra de Lisboa. No século XVIII, o primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, mandou reconstruí-lo em estilo barroco, ao gosto da época. O arquitecto responsável pela actual traça foi o italiano Canaveri, que nele trabalhou até 1732. O edifício apresenta-se em forma de U; na fachada, de estilo italiano, encontram-se três mármores de Carrara, representando as estátuas de São Bruno de Colónia (o fundador da Cartuxa), a Rainha Santa Isabel e a Imaculada Conceição. No interior, a típica azulejaria portuguesa do século XVIII, em azul e branco, caracteriza-se pela riqueza temática e grande qualidade pictórica (representações das estações do ano, cenas campestres, venatórias ou de pesca, figuras mitológicas; nas cozinhas surgem representados temas culinários). Alguns dos azulejos foram mais tarde trasladados para o Paço Patriarcal de São Vicente de Fora e encontram-se hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.

Museu de Cerâmica de Sacavém

O Museu da Cerâmica de Sacavém é um espaço museológico situado na cidade de Sacavém, destinado a preservar o antigo núcleo da Fábrica de Loiça de Sacavém (que celebrizou em tempos a cidade), centrado em torno do forno n.º 18. Após a falência da Fábrica de Loiça, em 1994, a Câmara Municipal de Loures deliberou (em reunião de 22 de Novembro de 1995) a construção de um núcleo museológico que fizesse a história da dita fábrica e da sua produção cerâmica, situado nos terrenos onde outrora esta se erguer.

Igreja Matriz Paroquial de Santiago Maior de Camarate

Localizada na confluência da Praça 1.º de Maio com as Ruas Avelino Salgado de Oliveira e Guilherme Gomes Fernandes, no centro da vila de Camarate, concelho de Loures, sendo em torno desta edificação que se procedeu ao crescimento urbano da povoação ao longo dos séculos. Trata-se de um templo de uma só nave, encimado pela capela-mor. A fachada apresenta-se sóbria, tendo como elemento central o portal rectangular em mármore, encimado por um frontão triangular; sobre este, uma janela rectangular. À direita, acha-se a torre sineira, encimada por uma cúpula. Imagem de Santiago Maior, padroeiro da Igreja, situada no altar direito da capela-mor. No interior seiscentista, destacam-se os azulejos brancos e negros dispostos em padrão geométrico, a pedra do altar em mármore e ainda o tecto recoberto de pinturas dos meados do século XVII representando cenas da vida do apóstolo Santiago Maior. Ao longo da nave encontram-se quatro altares laterais, e ainda dois a rodear a capela-mor, dedicados, respectivamente, a Santiago e a Nossa Senhora de Fátima. De destacar também o belíssimo trabalho da talha dourada na capela-mor, bem como o tecto de estuque. Nas duas paredes laterais do altar-mor acham-se duas telas recentemente restauradas, pintadas por volta de 1710 por António Machado Sapateiro. No exterior, no adro da Igreja, acha-se também um magnífico cruzeiro manuelino, o único elemento do conjunto que remonta ao século XVI.

Villa Romana de Frielas

Situada em Frielas, terá funcionado desde o século I d.C. até uma época tardia, sensivelmente até à 1ª metade do século VII d. C. O local da estação arqueológica, antiga propriedade rural, está sinalizado e pode ser observado pelo exterior.

Igreja de Santa Maria de Loures

A Igreja Matriz Paroquial de Santa Maria de Loures localiza-se no extremo da cidade de Loures Trata-se de um templo construído em meados do século XV (no local onde existiu a anterior igreja medieval que, segundo as investigações de Eduardo Brazão, se sabe ter pertencido aos Templários), com bastantes intervenções posteriores (a torre sineira data dos anos finais da Dinastia Filipina e o actual recheio é, na sua larga maioria, datável do século XVIII). Possui três naves, assentando os arcos que as sustentam em colunas de ordem toscana, conservando-se ainda numa destas um velho púlpito. Na capela-mor, um retábulo do setecentista abrilhanta esta obra-prima do barroco português. Na segunda metade do século XVIII, após o terramoto de 1755, foi votada ao abandono, mas no século seguinte foi sujeita a obras de restauro, tendo sido declarada monumento nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.

Castelo de Pirescoxe - Santa Iria da Azoia

O Castelo de Pirescoxe (também Pirescouxe, Pirescoche, Piriscouxe e Pires Coche) localiza-se na povoação de Pirescoxe, na freguesia de Santa Iria de Azóia, Concelho de Loures, Distrito de Lisboa, em Portugal. Erguido em posição dominante sobre uma espécie de promontório de onde se descortina o curso do rio Tejo, trata-se na realidade de uma mansão senhorial, acastelada, típica da nobreza de Portugal em fins da Idade Média.

ODIVELAS

Mosteiro de D. Dinis

Convento de freiras da Ordem de Cister, foi fundado em 1295 por D. Dinis em pagamento de uma promessa, monarca que já possuía no local umas casas reais, das quais ainda em meados do século XX existiam vestígios. Muito danificado pelo terramoto de 1755, D. João IV fez uma reconstrução geral com obras a cargo do frei João Turriano, italiano e monge de S. Bento. A segunda reconstrução foi ordenada por D. João V, mais para embelezar. Da primitiva construção resta a cabeceira gótica de abóbadas de nervuras chanfradas. Sofrendo alterações ao longo do tempo, fruto da necessidade de obras de conservação, melhoramento e ampliação do mosteiro, este é actualmente o resultado de várias intervenções, no entanto, destacamos os dois claustros do séc XVI, o magnífico refeitório, a cozinha e a alpendrada. No exterior da igreja são ainda visíveis os botaréus que reforçam as ábsides e as cimalhas góticas ornadas de gárgulas e mísulas. À direita duas alas alpendradas cruzam-se em ângulo recto, apoiadas em colunas singelas, datadas de 1573. A parede da alpendrada que dá acesso para a porta da igreja está revestida de azulejos policromos datados de 1671 e a que lhe fica perpendicular de azulejos azuis e brancos datados de 1691. Da primitiva frontaria resta o pórtico de arcos ogivais. No interior, na capela absidal do lado do evangelho fica o túmulo de D. Dinis, com estátua jacente e assente sobre figuras de animais. Noutra capela, à esquerda, está gravado no pavimento o escudo esquartelado de Nicolau Ribeiro Soares. Na capela do lado da epístola, está o túmulo vazio de D. Maria Afonso, filha natural de D. Dinis. Na parede da sacristia existe uma lápide com inscrição relativa a D. Filipa, filha do infante D. Pedro. Na capela-mor está sepultado o infante D. João, filho de D. Afonso IV. Dos dois claustros restantes, um é chamado de claustro da Moura, pela fonte do século XVII, encimado por uma figura de mulher e na galeria térrea, de arcos abatidos chanfrados, observam-se alguns capitéis góticos. A galeria superior, quinhentista, ocupa três lanços de claustro. Na outra parede encontra-se colocada a pedra de armas de D. Dinis. O claustro novo, é mais pequeno e pertence a duas épocas do século XVI - a primeira, de duas arcadas geminadas e abobadadas com nervuras chanfradas e bocetas; - a segunda, de arcadas mais altas e pilastras toscanas que, num primeiro lanço interno, formam entre nichos. Percorre a galeria todo um silhar de azulejos policromadas do século XVII. No canto Sudeste do Claustro Novo eram os aposentos da madre Paula. Na casa do capítulo estão sepultadas numerosas madre-abadessas do mosteiro, conforme pavimento coberto de inscrições. O refeitório e a cozinha dividem os dois clautros. O refeitório é uma sala de grandes dimensões, com bons painéis de azulejos do século XVIII e tecto em masseira, com pinturas ornamentais com pequenas composições religiosas. A cozinha com chaminé e lavadouro de pedra, assinalam-se pelo revestimento total de azulejos de figura avulsa, do século XVIII.

Fontes de Caneças

A definição de património cultural abrange os "valores da memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade" (Lei n.º 107/2001, art.º2º, n.º3). As fontes de Caneças constituem um conjunto coerente de uma vivência colectiva de determinada população, que subsistia, na sua maioria, com actividades ligadas à água. Uma das finalidades de protecção do património cultural que se coaduna com esta proposta está descrita no artigo 12.º, alínea b: Verificar a identidade cultural comum da Nação Portuguesa e das comunidades regionais e locais a ela pertencentes e fortalecer a consciência da participação histórica do povo português em realidades culturais de âmbito transnacional;

Castelo da Amoreira - Ramada

A estação arqueológica da Serra da Amoreira situa-se no topo da Serra da Amoreira. Os materiais arqueológicos deste local apontam para a ocupação humana no Neolítico final-Calcolítico e na Idade do Bronze final-Ferro.

Memorial de Odivelas

Construção em mármore, possivelmente do século XIV. Monumento de base rectangular, 2 níveis sobrepostos terminados em empena. No 1.º rasga-se pequena colunata, com capitéis de decoração vegetalista, sustentando arcos trilobados. No 2.º grande arco ogival, encimado por Monumento Senhor Roubadoescudo real (5 escudetes postos em cruz e bordadura com 13 castelos). Nos ângulos do 1.º e 2.º nível, colunelos com capitéis de folhas espalmadas. Ao alto do memorial, cruz floreada da Ordem de Aviz.

Núcleo Museológico dos Moinhos da Laureana - Famões

Moinho construído no século XVIII, símbolo da actividade moleira da região. Depois de uma época votado ao abandono, foi recuperado pela autarquia, em 2001, tornando-se um belo local de vista. Aqui é possível observar magníficas paisagens e descobrir os mecanismos tradicionais de moagem. Moinho construído no século XVIII, símbolo da actividade moleira da região. Depois de uma época votado ao abandono, foi recuperado pela autarquia, em 2001, tornando-se um belo local de vista. Aqui é possível observar magníficas paisagens e descobrir os mecanismos tradicionais de moagem.

OEIRAS

Igreja Matriz de Oeiras

A Igreja matriz, dedicada à Nossa Sra. da Purificação, começou a ser construída em 1702, tendo sido inaugurada em 1744. A ideia de se proceder à construção de um templo suficientemente espaçoso para as necessidades da freguesia foi nascendo e surgindo ao longo dos tempos, embora se tornasse difícil de executar, tendo em conta a enorme despesa que acarretava. Mas a pequenez da antiga igreja paroquial era, de facto, manifesta. A construção da actual capela-mor, com o fecho de abóbada, foi terminada em Agosto de 1704. O responsável pelo projecto arquitectónico foi o célebre arquitecto régio João Antunes, nesta fase já no final da sua carreira. O superintendente que finalizou as obras foi D. António Rebelo de Andrade, homem de cultura muito apurada, que personifica o mecenas da época barroca. No entanto, e à data da sagração desta obra, embora a igreja estivesse totalmente edificada faltava a colocação das pinturas. O interior da Igreja Matriz de Oeiras possui elementos que se destacam pela sua grande beleza. É o caso da pia baptismal, obra do mestre Matias Duarte, com o pé de pedra bastarda e o corpo de pedra lioz. O lavatório da sacristia é outro dos elementos a destacar. Obra do mestre anterior, apresenta uma conjugação muito feliz de pedra lioz (branca) e de pedra vermelha (mármore avermelhado), tratando-se de um conjunto de rara perfeição e beleza, salientando-se também os púlpitos, de perfeição e rendilhados impressionantes. Convém também dar uma especial atenção às pinturas que ornamentam a igreja matriz. No altar-mor existem quatro grandes pinturas realizadas por Miguel António do Amaral. Uma delas representa a Última Ceia, outra, uma cena da Vida de Jesus e outra representa Madalena. Por cima dos altares da igreja, salientam-se dez pinturas com momentos marcantes da Vida da Virgem. Tratam-se de temas escolhidos por António Rebelo de Andrade, assim como os oito painéis que também decoram estes altares. No alto, por cima do arco cruzeiro, salienta-se a pintura central alusiva à padroeira da Igreja – Nossa Sra. da Purificação, pertencente à oficina de Jerónimo da Silva de Lisboa. A Igreja possui ainda um belo órgão.

Convento da Cartuxa, Caxias

O antigo convento da Cartuxa é, a par com o de Évora, um dos dois únicos conventos cartuxos portugueses. O edifício está inserido num conjunto construído numa propriedade de características agrícolas que engloba o núcleo mais antigo, composto pela igreja e dependências e todos os edifícios levantados no século XX para instalar o reformatório, que se estendem por uma encosta suave. Este convento foi fundão no século XVII, em terrenos doados por D. Simoa Godinho. O pequeno claustro, com três arcos em cada ala, foi mandado construir pelo Cardeal D. Luís de Sousa nos finais do século XVII. O primitivo templo terá sido destruído na sequência de um projecto de ampliação do convento em 1736. A igreja, de ampla fachada de calcário, é encimada por uma imagem da Virgem com o Menino e foi construída no século XVIII. Desde 1903 que o convento alberga as instalações do Instituto Padre António de Oliveira. Pela sua excelente acústica, este espaço tem albergado com regularidade concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa

Fábrica da Pólvora de Barcarena / Museu da Pólvora Negra

Em 1988 encerra a sua actividade uma das mais antigas unidades de produção de pólvora negra do nosso País – a Fábrica da Pólvora de Barcarena. Uma extensa propriedade localizada no vale de Barcarena, com mais de 40 hectares, dá testemunho do ofício da pólvora negra num período que abarca cerca de 400 anos. Estruturas e equipamentos de inegável valor do domínio do património industrial ficaram sujeitos à degradação e ao abandono, em situação semelhante à de tantas outras unidades fabris que, chegadas a um ponto de ruptura, se viram obrigadas a pôr termo à sua actividade. Com o intuito de se preservar e perpetuar a memória do trabalho deste complexo fabril, a Câmara Municipal de Oeiras tomou a iniciativa de o adquirir à INDEP (Industrias de Defesa EP), e m 1994, para, após os primeiros trabalhos de recuperação o transformar num espaço especialmente vocacionado para o lazer e fruição cultural. Para tal, foi necessário reanimar os velhos edifícios que se dispersam pelo vale, sem esquecer contudo, a importância do seu passado. A ocupação deste vale para fins produtivos remonta aos finais do período quatrocentista quando foi necessário armar as naus das descobertas – Barcarena, terra afastada dos centros populacionais mas perto da capital e com abundância de água, foi o local escolhido para o acolhimento duma primitiva oficina para o fabrico de armas, instituída em 1487 por D. João II – as Ferrarias d’ El Rei – e é comum atribuir-se ao reinado de D. Manuel a engenhos de pilões para o fabrico da pólvora. No entanto, quanto ao fabrico de pólvora negra, no período indicado, a verificar-se, tratar-se-ia, certamente de uma pequena estrutura. A Fábrica da Pólvora que hoje identificamos deve-se à figura do Marquês de Alenquer – D. Diogo da Silva e Mendonça, Vice-Rei de Portugal entre 1617 e 1621, que terá encarregado o engenheiro-mor do reino, Leonardo Turriano, a projectar e a edificar uma casa onde foram instalados os primeiros moinhos para o fabrico de pólvora negra, cerca de 1618/19, que inauguraram com o revolucionário sistema de galgas. No entanto, nos últimos anos a degradação dos equipamentos, a grande explosão de 1972, que paralisou completamente o fabrico da pólvora negra, e a quebra da produção, tornaram insustentável esta enorme unidade industrial, que empregou gerações de famílias e condicionou a freguesia de Barcarena. A Fábrica da Pólvora de Barcarena terá constituído durante séculos um espaço aglutinador de população e a sua importância foi vital para o desenvolvimento socio-económico desta localidade, assim como o seu funcionamento também foi imprescindível em momentos da História de Portugal, particularmente quando se tornava urgente a necessidade da sua produção, de acordo com os objectivos nacionais.

Aquário Vasco da Gama

O Aquário Vasco da Gama constitui, a par do Jardim Zoológico de Lisboa, um expoente dos denominados museus vivos do país. Constituído por 4 grandes núcleos, desde a colecção oceanográfica de D. Carlos I, passando pela Sala dos Tubarões, pela sala de malacologia das costas portuguesas e por último pela sala das aves, mamíferos marinhos e mostra de conchas exóticas, este museu possui também um agradável jardim. Actualmente, Aquário e Museu completam-se na importante tarefa de divulgar a vida aquática. Para além de exemplares comuns, o visitante pode observar animais cuja manutenção em cativeiro é difícil, ou mesmo impossível, como por exemplo animais de grande porte ou de zonas profundas, ou mesmo espécies raras. No Aquário, a exposição de seres vivos oferece uma imagem real e dinâmica do verdadeiro mundo subaquático

Clube Português de Automóveis Antigos

O aparecimento do automóvel nos finais do século passado teve uma importância fundamental na vida do homem do século XX, influenciando decisivamente o percurso da história. Este espaço ilustra-nos a história e evolução do automóvel, possuindo sempre exposições temporárias relacionadas com vários aspectos do automóvel antigo.

Forte de São Julião da Barra

Construído em local estratégico que domina a entrada da Barra, São Julião é uma das mais importantes construções militares do país. Embora não seja possível precisar a época em que se iniciaram as obras da Fortaleza de S. Julião, as opiniões dividem-se entre os anos de 1553 e 1556, sendo a paternidade da traça atribuída a Miguel de Arruda, um dos mais famosos arquitectos da época. Na sua construção participaram os mais conhecidos militares e engenheiros ao serviço do reino, como Leonardo Turriano ou Capitão Fratino. Partindo de um núcleo de reduzidas dimensões, esta fortificação foi-se modificando, ampliando e adaptando às novas exigências que foram surgindo ao longo dos anos. Assim como outras fortificações, também São Julião da Barra serviu de prisão militar e política. Foi célebre o caso do General Gomes Freire de Andrade, que esteve detido em São Julião da Barra e foi executado no terreno anexo à fortificação. A 22 de Agosto de 1951 perde a sua função militar para assumir a passagem a novas funções de estado e de recepção de eventos políticos. Aqui, além de outros, estiveram instalados, em 1951 o General Eisenhower e no ano seguinte o Marechal Montgomery. Hoje em dia é residência oficial do Ministro da Defesa. São de salientar as esplanadas, as casamatas em abóbada e a cisterna

Forte de Catalazete

Pequeno forte construído em 1762 também chamado Forte Novo das Mercês. Estava artilhado com 9 bocas de fogo e ocupado por particulares. A 20 de Agosto foi entregue à Mocidade Portuguesa, tendo sido nele instalada uma Colónia de Férias. Em 1977 passou a ser propriedade passou a ser propriedade da Associação Portuguesa da Juventude, funcionando hoje em dia como Pousada da Juventude

Forte de São João das Maias

Pequeno forte construído após a Restauração no reinado de D. João IV. A sua posição estratégica tornou esta fortificação mais importante pelo seu poder de fogo, a seguir à Fortaleza de São Julião da Barra e ao Forte de São Pedro de Paço de Arcos. A porta de entrada possui as armas reais e uma inscrição alusiva à sua construção (1644). A pequena capela ainda mantém um silhar de azulejos do século XVIII. Em 1837 esta fortificação dispunha de 17 bocas de fogo, mas passado pouco tempo foi desartilhada. Em 1940, alguns dos terrenos pertencentes ao forte foram cedidos para construção da Avenida Marginal. Em 1976 este Forte foi entregue aos Serviços Sociais das Forças Armadas para colónia de férias

Forte/Farol do Bugio

Forte isolado, ergue-se a Sudoeste de São Julião da Barra, sobre uma restinga de areia denominada Cabeça Seca que se cobre na praia-mar, à entrada da barra do Tejo e em frente a Santo Amaro. Pela sua forma original e pela sua localização estratégica, constitui um marco na paisagem oeirense. A sua construção teve início no século XVI sob a direcção de Frei João Vicêncio Casale e nela participaram, entre outros, Leonardo Turriano e Mateus do Couto. Formado por torre circular, com alçado de 2 pisos separados por moldura e rasgado por poucas aberturas, possui uma muralha também circular, mais baixa. Integra uma capela com retábulo-mor em embrechados de mármore e paredes e tectos forrados a madeira. Ao centro da praça de armas ergue-se o farol, ligado à bateria alta por três estruturas de cantaria, sobre arco e com varandim de ferro.

SINTRA

Casa-Museu de Leal da Câmara

Casa-Museu de Leal da Câmara Situada na Calçada da Rinchoa, no n.º 67. É servida por duas estações de comboio (Rio de Mouro e Mercês) e tem, ainda, acesso pelo Algueirão Velho, Fitares e Meleças.
Consiste na única Casa-Museu do Concelho de Sintra e durante muitos anos constituiu o único estabelecimento museológico existente entre Lisboa e Sintra, não se contando aqui com o Palácio Nacional de Queluz.
O Museu encontra-se implantado em local privilegiado - edificado em lugar aprazível, perto da vetusta e concorrida Feira das Mercês, próximo do pinhal de Rio de Mouro, implantado em área residencial clássica e com a Serra de Sintra em toda a sua extensão ao longe.
Tal como o nome indica, a Casa-Museu de Leal da Câmara é composta por dois tipos distintos de compartimentos - os que possuíram uma utilidade doméstica e os que sempre conheceram, desde a sua criação (1945), uma concepção museal propriamente dita. Inserem-se, nos primeiros, a Sala da Lareira, a Sala de Jantar e a Marquise, para além de vários outros espaços da denominada Casa de Habitação (não visitáveis), e, nos segundos, a Sala Grande, o Atelier e a Sala de Exposições Temporárias.
As versões da Sala da Lareira, da Sala de Jantar, da Marquise e, em parte, do Atelier que chegam até nós são as dos últimos anos de vida da doadora, D. Júlia de Azevedo (década de 1960).
Embora não haja certezas quanto aos seus aspectos anteriormente a 1948 - ano da morte do artista - pensamos, contudo, que os mesmos não se terão alterado por completo.
Algo semelhante não se poderá dizer dos restantes espaços, os quais apresentaram, ao longo dos anos, concepções diversas, quer motivadas pelas cada vez mais degradadas estruturas arquitectónicas, quer pelas condições e exigências dos espólios.

Palácio Nacional de Sintra (Paço Real ou Palácio da Vila)

Palácio Nacional de SintraConstituído por vários corpos edificados ao longo de sucessivas épocas, é um dos mais importantes exemplares portugueses de arquitectura realenga e por isso classificado de Monumento Nacional. Este palácio tem origem provável num primitivo paço dos walis mouros. Traça actual proveniente de duas etapas de obras: a primeira, no reinado de D. João I (séc. XV); a segunda, no reinado de D. Manuel I (séc. XVI). Possui o maior conjunto de azulejos mudéjares do país. É dominado por duas grandes chaminés geminadas que coroam a cozinha e constituem o ex-libris de Sintra.

Palácio de Monserrate

Palácio de MonserrateEm 1858, Francis Cook contratou James Knowels Jr. para projectar o pavilhão que pretendia construir em Monserrate. O arquitecto deparou-se, no entanto, com limitações várias, uma vez que teve de se cingir às estruturas subsistentes do antigo castelinho neogótico de DeVisme.
Ainda assim, o edifício construído segundo o risco de Knowels revela-se original e profundamente eclético. Os três corpos do pavilhão – encimados por bolbosas cúpulas vermelhas – apresentam as fachadas rasgadas por portas e janelas de quebratura gótica. A entrada é precedida de pórtico igualmente neogótico, cintado por grandes entablamentos. Na cornija surgem, alternados, modilhões de volutas e arcadas trilobadas e do corpo central emerge, sobre o frondoso parque, um balcão provido de arcaria e ornado com azulejos de imitação mudéjar. No interior, a exuberância decorativa dos estuques e capitéis acentua o carácter orientalizante do pavilhão, nomeadamente na galeria e na Sala de Música, onde uma profusão de temas indianos e clássicos imprime ao conjunto uma dinâmica própria que resulta em singular efeito estético. Os soberbos jardins que rodeiam a áulica construção foram concebidos e executados por Stockdale e também por Thomas Gargill que souberam explorar as particularidades micro-climáticas da Serra, obtendo, deste modo, um magnífico parque, no qual se podem observar, ainda hoje, mais de 3.000 espécies exóticas.

Palácio e Quinta da Regaleira

Palácio e Quinta da RegaleiraQuinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio dos Milhões, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade, que nos permite descermos à cripta onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além. Há ainda um fabuloso conjunto de torreões que nos oferecem paisagens deslumbrantes, recantos estranhos feitos de lenda e saudade, vivendas apalaçadas de gosto requintado, terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.
A culminar a visita à Quinta da Regaleira, há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da maçonaria, para descer ao monumental poço iniciático por uma imensa escadaria em espiral. E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas, é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe. Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas, até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.

Cabo da Roca

Cabo da RocaLatitude, 38º 47´ Norte; Longitude, 9º 30´ Oeste. Dizem os entendidos que aqui está o ponto mais ocidental da Europa continental, coordenadas de esperança para quem navega as costas da finisterrae. Coisa pouca, admita-se. Camões preferiu dizer o mesmo por outras palavras e saiu-lhe um «onde a terra acaba e o mar começa». Simples, belo e tão inquestionável como Latitude 38º 47´ Norte, Longitude 9º 30´ Oeste. Afinal, talvez a única diferença entre as reflexões do poeta e o raciocínio do geógrafo esteja apenas e só na maneira de como cada um diz as mesmas coisas. A paisagem entra pela alma e quase desperta o "desejo absurdo de sofrer" que experimentou um dia Cesário Verde nas ruas de Lisboa, ao anoitecer. Será da vegetação rasteira devastada pela maresia, tentando sobreviver entre os penhascos de rocha crua? Depois, passado o farol, é o confronto de peito aberto com o mar. Respira-se a custo, sente-se nas costas todo o peso do continente, enquanto os olhos se abrem para o convite do oceano. É no Cabo da Roca que a expressão "jangada de pedra" ganha todo o seu significado, com a vantagem de cada um poder sentir-se timoneiro, comandante ou náufrago da embarcação. Ou nostálgico do mar, que é símbolo de partida e da esperança de um eterno recomeço. Certo, certo é que ninguém de lá sai como chegou e para franquear o portal mágico do Cabo da Roca não é preciso password. Basta ir, fazer uma pausa nos fins-de-semana consagrados aos templos do consumismo e recuperar um pouco, nem que seja só um bocadinho, daquela ligação ancestral à terra, à natureza e a tudo o que sensibiliza e enobrece.

Azenhas do Mar

Azenhas do MarLocalizada a 14 km do Centro Histórico, na costa sintrense. As Azenhas do Mar, uma aldeia com uma falésia pitoresca, é um dos locais mais apreciados do litoral sintrense. Quadro deslumbrante, com o seu belo casario descendo pelas arribas em cascata, o pitoresco do vale em que está situada e o mar a seus pés desenhando piscinas naturais recortadas na rocha. Um dos seus principais pontos de interesse são as piscinas escavadas na rocha.

Palácio Nacional da Pena

Palácio Nacional da PenaConstitui o mais completo e notável exemplar de arquitectura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude, remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885), adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete. Para dirigir as obras, chamou o Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este notável edifício. Extremamente fantasiosa, a arquitectura da Pena utiliza os motivos mouriscos, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos Schinkel do centro da Europa. Situado a 4,5 Km do centro histórico.

Palácio Nacional de Queluz

Palácio Nacional de QueluzMandado construir pelo Infante D. Pedro III, no ano de 1747, foi na sua origem uma casa de campo pertença do Marquês de Castelo Rodrigo, no século XVII. O Palácio de Queluz é o espelho da sociedade barroca de setecentos. É a imagem marcante de uma época em que imperava a teatralidade, a aparência e a necessidade de espaços amplos.
Muitas vezes comparado ao palácio de Versalhes, este palácio é, no entanto, uma construção bem portuguesa, nas escalas e no próprio espírito artístico

Castelo dos Mouros

Castelo dos MourosAntigo castelo de provável fundação muçulmana, durante o séc. IX, no qual nunca se travou nenhuma batalha. De facto, tanto os ocupantes muçulmanos como cristãos rendiam-se invariavelmente após a conquista de Lisboa pelo lado oposto, apesar da aparente invulnerabilidade do Castelo. Tal facto deve-se à sua função, que não era tanto a da defesa da vila e sim de defesa e vigilância de Lisboa e arredores, conjuntamente com outras vilas do termo de Lisboa. Em 1154, D. Afonso Henriques concede carta de foral à vila. Com o contínuo avanço da Reconquista para Sul, o Castelo dos Mouros perde a sua importância estratégica, acabando por ser totalmente abandonado durante a Segunda Dinastia. Nos finais de quatrocentos apenas habitavam o sítio do castelo alguns judeus, segregados do resto da comunidade por ordem régia e até esses acabaram por sair devido à expulsão das minorias étnicas e religiosas. À ruína devida à passagem do tempo, juntou-se a provocada pelo terramoto de 1755. No séc. XIX, D. Fernando II aforou a velha fortaleza e procedeu ao seu restauro integral. Como acontece com  quase todos os vestígios monumentais sintrenses mais remotos, pouco é já o que pode ser observado que seja de origem. Do que hoje se vê, apenas a base das torres e as muralhas remontarão à fundação inicial.

TORRES VEDRAS

Castelo Medieval

O cimento que reveste uma das cisternas e várias moedas e lápides, que se encontram no Museu Municipal, atestam a presença dos Romanos em Torres Vedras e uma antiguidade de construção anterior a Alanos ou Godos. A rodear a igreja, um cemitério medieval soterrado, do qual se retiraram algumas cabeceiras de sepultura, actualmente expostas no Museu Municipal de Torres Vedras. O Castelo foi alvo de obras de reconstrução em 1886 e na década de 1980. Reconstruído por D. Afonso Henriques após a conquista aos Mouros foi ampliado, no final do século XIII, por D. Dinis. Foi também alvo de intervenções nos reinados de D. Fernando (1373) e de D. Manuel I (1516). Da estrutura deste monumento resta a porta ogival, encimada pelas armas nacionais manuelinas, ladeadas por esferas armilares com a Cruz de Cristo. No século XVI, o Castelo voltou a ser reparado por D. João Soares de Alarcão e Melo, alcaide-mor de Torres Vedras. Em virtude do terramoto de 1755, apenas restam panos de muralha que assentam em muros de épocas anteriores à Idade Media; uma pequena torre cilíndrica a S.E. (que tem no interior uma sala de dois corpos e dois planos com abóbada de nervuras); no terreiro, sinais do antigo Paço, locais de cisternas e as ruínas do Palácio dos Alcaides, construído sobre alicerces e muros de edificações anteriores.

Chafariz dos Canos

É a construção mais característica de Torres Vedras. A mais antiga menção a este monumento remonta a 1331, tendo sido reconstruído em 1561 pela Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, e restaurado em 1831. É composto por um pavilhão coberto com abobada de cruzaria. com nervuras que assentam sobre misulas cónicas. Da face do pavilhão rasgam-se arcos ogivais e, a rematar o conjunto, coruchéus e ameias chanfradas do século XVI. O espaço interior é ocupado por um tanque com duas bicas barrocas

Convento de Santo António do Varatojo

De finais do século XV é monumento nacional e sofreu acrescentos ao longo dos séculos.Fundado em 1470, por voto e devoção do rei D. Afonso V, a Ordem de S. Francisco, sofreu beneficiações com D. João III. Novas ampliações se verificaram nos séculos XVII, XVIII e no século XX. Da primitiva traça conserva a fachada e a porta. A porta apresenta arquivolta ogival, de capiteis com máscaras, hera, cachos de uvas, vinhas, folhas de carvalho e glande, base com moldurado característico do reinado de D. Afonso V. A Igreja do Convento é de uma só nave, sem transepto e as suas paredes são revestidas por azulejos do século XVIII e vários nichos para confessionários, cujos azulejos se compõem de motivos alusivos á confissão. Os altares laterais são revestidos por talha barroca e possuem uma banqueta de mármores embutidos. A capela-mor é o espaço mais rico da Igreja quer pela sua abobada de berço com caixotões, como pelo forro de azulejos do século XVIII com cenas da vida de Sto. António, emoldurados por largas cercaduras. Dispõe ainda de outras riquezas que justificam uma visita demorada ao local.

Centro Histórico

O Centro Histórico de Torres Vedras remonta a épocas anteriores à nacionalidade e é constituído pelos bairros abrangidos pela antiga cerca medieval da vila, hoje inexistente (ver mapa). O seu cerne é constituído pelo Castelo, onde ainda se pode constatar a existência de argamassas romanas nalgumas cisternas. Ainda antes da reconquista Torres Vedras era uma animada urbe, povoada por árabes, judeus e cristãos-primitivos. A construção das primeiras grandes muralhas no Castelo é atribuída precisamente aos muçulmanos. Quando D. Afonso Henriques chega a Torres Vedras depara-se com uma fortificação arruinada que não oferece resistência aos invasores. A malha urbana estreita e sinuosa do Centro Histórico ascende ao período medieval. Nas suas artérias sucedem-se edifícios de notável simplicidade construídos e reconstruídos ao longo de vários séculos, com especial relevo para o período pombalino. É de salientar a escala humana das suas praças e adros, marcadas por edifícios de carácter monumental como os Paços do Concelho, o Chafariz dos Canos, a Igreja de S. Pedro, a Igreja de Santiago ou a Capela da Misericórdia. Dentro do Castelo pode admirar-se a mais antiga matriz de Torres Vedras a Igreja de Santa Maria.

Praia de Santa Cruz

Santa Cruz é o mais popular destino de férias do concelho, com areais de longuíssima extensão e ondas que convidam à pratica de desportos náuticos. Enquanto no mar pode pescar, praticar surf, bodyboard,kitesurf, kayaksurf, skimboard, ou simplesmente dar um mergulho refrescante; em terra o veraneante tem à sua disposição um vasto calendário de animação. A pureza das areias e águas, confirmada pelas várias distinções recebidas em 2011, e a animação diurna e nocturna, fazem com que estas praias sejam das mais concorridas da região Oeste na época balnear.

LOURINHÃ

O Forte de Paimogo (ou Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo)

O Forte de Paimogo (ou Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo), classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 41191, de 18 de Julho de 1957, está situado sobre as arribas da Praia de Paimogo. Foi construído em 1674 por ordem de D. António Luís de Menezes, Conde de Cantanhede também conhecido por Marquês de Marialva e herói das guerras da Restauração. Tinha por missão específica a defesa da praia do mesmo nome, de modo a impedir o eventual desembarque de tropas inimigas naquele local de fácil acesso. Trata-se de um pequeno forte abaluartado, de arquitectura militar barroca, de planta quadrangular que possui guaritas cilíndricas de cobertura cónicas. Este forte estava integrado na segunda linha defensiva fortificada, que começava na Praça Forte da Vila de Peniche e se estendia até à Barra do Tejo. É um exemplar quase único de fortificação posterior à Restauração sem alterações arquitectónicas. Com o fim da Guerra Civil acabou a missão do Forte de Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo como fortificação marítima.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição-Moita de Ferreiros

A data de constituição da paróquia de Nossa Senhora da Conceição deveria ter ocorrido na primeira metade do séc. XVII, mais concretamente em 1689, data que se encontra gravada no jazigo e sepultura, existente junto ao Altar-Mor da Igreja Matriz. Esta contém a seguinte inscrição: “Jazigo e sepultura de Simão do Reguo e de sua mulher Maria Mendes e de seus herdeiros dada pelo Arcebispo de Lisboa e Capelão mor del-Rei e do seu conselho de Estado. Ano de 1689. Veritas.” Esta Igreja sofreu ao longo dos anos várias alterações na sua forma inicial, tendo sido concluída no século XX, com a erecção da última Torre Sineira. Simão Reguo, personagem a quem talvez se deva a construção da primeira Igreja, descendia de uma família da Vila de Óbidos, cujos membros, em finais do século XIV, exerciam altos cargos nessa vila e eram dos mais ricos proprietários. À família Rego se deve a construção da actual Igreja, no mesmo local da primeira, mas esta de muito maior dimensão. Existia, também, na localidade o Palácio “Veiga Rego”, sendo ainda possível observarmos uma das paredes ornamentadas com lindos azulejos

ARRUDA DOS VINHOS

Igreja Matriz

A Igreja de Nossa Senhora da Salvação ergue-se no centro da povoação, na zona antiga da vila, em amplo adro calcetado. Após a reconquista da vila por D. Afonso Henriques, a Ordem de Santiago edificou ou reconstruiu a igreja, então pertença do padroado real e doada ao prior do Convento de São Vicente de Fora. Já no século XIII, D. Sancho I doou-a à Ordem de Santiago, ficando integrada no bispado de Lisboa com as igrejas de Óbidos.

A Igreja de Nossa Senhora da Salvação nas Invasões Francesas

Até finais do século XV, a Igreja de Arruda dos Vinhos era dedicada a Santa Maria de Arruda. Segundo a tradição oral, tentando escapar a um surto de Peste que assolava Lisboa, D. Manuel terá permanecido com a corte na Vila de Arruda por aquela altura. Em acção de graças por se ter salvo e à sua família, o monarca terá ordenado reconstruir a igreja que existia e mandado mudar a invocação de Santa Maria de Arruda para Nossa Senhora da Salvação. Tais obras seriam realizadas já no reinado de D. João III entre 1528 e 1531.

ALENQUER

Museu do Vinho

A funcionar desde Abril de 2006, o Museu do Vinho do Oeste expõe, dá a provar e permite a aquisição dos melhores vinhos da região. São 12 os produtores que marcam presença. Os vinhos de Abrigada, Anjo, Boavista, Carneiro, Chocapalha, Cortezia, D. Carlos, Margem d’Arada, Monte d’Oiro, Pancas, Plátanos e Valle do Riacho, quintas do concelho de Alenquer, possibilitaram o arranque do portal. O edifício do século XIX que acolhe a mostra tem também patente uma exposição relativa à evolução das técnicas e instrumentos associados à produção vitivinícola, um auditório e espaço para provas e concursos. O museu promove, ainda, os percursos disponibilizados pela Rota da Vinha e do Vinho do Oeste: “Linhas de Torres”, “Óbidos” e “Quintas de Alenquer”. A entrada no museu e os percursos são gratuitos, sendo que as provas de vinhos nas quintas a visitar estão sujeitas aos valores estipulados pelos produtores. Os percursos são organizados através de marcação. Situado no bairro do Areal, o Portal ocupa um edifício datado de 1811. O Real Celleiro Público guardou as sementes que possibilitaram o auxílio aos agricultores do concelho depois das invasões francesas. Recuperado pela Câmara Municipal de Alenquer, em parceria com a Região de Turismo do Oeste e com a Associação da Rota da Vinha e do Vinho, está próximo de vários sítios de interesse histórico. A Torre da Couraça, sob a qual brotava uma das mais importantes nascentes da vila, ou a Real Fábrica do Papel (hoje Moagem) são dois deles. Este bairro foi, de resto, calcorreado por Damião de Goes, que ali nasceu.

Convento de São Francisco

Sua fundação está associada à infanta D. Sancha (1189-1229), que em 1210 havia recebido a vila de Alenquer de seu pai, D. Sancho I, como presente. D. Sancha tinha um paço na vila que doou aos frades franciscanos por volta de 1222 para ali edificarem seu convento, que viria a ser o primeiro do país. Entre estes primeiros frades estava frei Zacarias, vindo da Itália a Portugal em 1217 como missionário da recém criada ordem franciscana. O pequeno convento foi ampliado a partir de 1280, quando a rainha D. Beatriz de Gusmão, senhora de Alenquer, doou terras aos frades e financiou a construção de uma igreja conventual. Estas obras estariam prontas em meados do século XIV e incluíam um claustro. Na Idade Média, vários capítulos (assembleias) regionais da Ordem foram realizados no convento de Alenquer. Também ali hospedavam-se D. João II e sua mulher, D. Leonor, quando da morte acidental de seu herdeiro, o infante D. Afonso, em 1491.

Castelo de Alenquer

A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história, conforme os testemunhos arqueológicos que atestam ter sido sucessivamente visitada e ocupada, ao longo dos séculos, por povos Gregos, Fenícios, Cartagineses, Romanos, Alanos, Godos e Muçulmanos, estes últimos responsáveis pela fortificação

AZAMBUJA

Palácio / Igreja Matriz do Intendente

O Palácio Pina Manique está situado no centro da Vila de Manique do Intendente e é dos finais do séc. XVIII. Apresenta-se no estilo neoclássico e é atribuído a Joaquim Fortunato de Novais. A linguagem simbólica da monarquia absolutista ditou o conceito do plano arquitectónico. Exemplo único em Portugal de igreja/palácio mandado edificar por particulares.

Torre Sineira

Observa-se as ruínas da casa onde D. João II teve residência para escapar à peste, e onde também, foi ponto de encontro daquele monarca com o descobridor do Novo Mundo, Cristóvão Colombo. Colombo foi recebido por D. João II em Vale do Paraíso, no dia 9 de Março de 1493, para lhe dar noticias sobre a descoberta das “Américas”.

VILA FRANCA DE XIRA

Museu do Ar-Alverca

O Museu do Ar, sediado no Complexo Militar de Alverca, foi criado em 21 de Fevereiro de 1968 (Decreto-Lei nº.48 248), está na dependência do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e tem como objectivo expor o património histórico da Força Aérea. Foi oficialmente inaugurado em 1 de Julho de 1968, dia da Força Aérea Portuguesa, numas instalações que pertenciam às Oficinas Gerais de Manutenção Aeronáutica, então dependentes da Força Aérea. Simultaneamente, foi criado o Grupo de Amigos do Museu do Ar por iniciativa do Coronel Edgar Cardoso, que contribuem para o enriquecimento histórico/material deste Museu.

Palácio da Quinta de Subserra - S. João dos Montes

O grupo Amigos de São João dos Montes (freguesia com características rurais onde se situa a Quinta de Subserra, que pertenceu aos condes e aos marqueses com o mesmo nome e foi adquirida pelo município em 1980) sustenta que o palácio com origens no século XVII poderá estar em "vias de destruição". O movimento de moradores salienta que circulam rumores de que a câmara "se prepara para entregar a quinta e o palácio, cada vez mais danificados, à gestão privada" e que, "preocupados com a sua degradação galopante", resolveram lançar um abaixo-assinado. "Nos últimos anos, e apesar de obras pontuais, a quinta tem-se degradado a olhos vistos. Há azulejos importantíssimos muito danificados. O próprio palácio tem fracturas impressionantes no seu interior. A piscina que ali funcionava, a única na freguesia, foi abandonada", criticam os autores do documento, acusando o executivo camarário socialista de abrir mão do enquadramento paisagístico da quinta, autorizando urbanizações em áreas próximas. Jardim inserido em quinta do século XIX, destacando-se os arranjos de bustos e azulejos da época