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Distrito de Évora

Monumentos e locais a visitar

 

ALANDROAL

Castelo de Alandroal

Por ordem de D. Dinis, Lourenço Afonso - 9º mestre da Ordem de S. Bento -, fundou este castelo. As obras terminaram em 1298, demorando apenas 4 anos. Na sua construção foram usados granito, mármore e xisto. A planta é oval, com um topo robustecido por três torres, situando-se a torre de menagem a poente da muralha. Fica no centro da vila do Alandroal, rodeado pelo casario, apresentando-se relativamente bem conservado.

Castelo de Terena

Cerca de dez quilómetros a Sul, a antiga sede do concelho, Terena, ergue-se no alto de um monte e as suas ruas estreitas e casario branco rodeiam o castelo e a Igreja Matriz.

Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova - Terena

Fica situado na freguesia de Terena (São Pedro), concelho de Alandroal, distrito e arquidiocese de Évora. Santuário é uma jóia da arquitectura religiosa do século XIV, templo-fortaleza de planta cruciforme, rara em Portugal, construído em forte cantaria granítica, coroado e ameias muçulmanas. Nas fachadas norte, sul e poente, abrem-se pórticos de arcos ogivais, góticos e estreitas frestas medievais, encimados por balcões defensivos, com matacães (por onde se jorravam líquidos a ferver, em caso de ataque), decorados com pedras de armas reais portuguesas. O conjunto da fachada principal é ainda enobrecido por singelo campanário, acrescentado no século XVIII. O templo era originalmente do padroado da Ordem de Avis, teve depois como donatários os Condes de Vila Nova

Fortaleza de Juromenha

Localiza-se na Freguesia de Nossa Senhora do Loreto, Concelho de Alandroal, Distrito de Évora. Entre a Guerra da Restauração e a Guerra Peninsular, sobre o rio Guadiana cuja travessia fechava, foi considerada uma das chaves da fronteira do Alentejo.

ARRAIOLOS

Castelo

O castelo de Arraiolos foi mandado edificar pelo rei D. Dinis, no início do século XIV, existindo um documento coevo que nomeia o mestre João Simão, possível arquitecto do monumento. Mas já em 1217, quando D. Afonso II faz a doação da Herdade de Arraiolos ao primeiro bispo de Évora após a Reconquista, D. Soeiro, é referida a autorização régia para que aí se erga um castelo, no local onde existia um castro proto-histórico (confirmado por vestígios arqueológicos). Ao longo da centúria a escassa ocupação humana da zona foi-se densificando, até levar à formação de um núcleo de importância suficiente para justificar o investimento régio num Paço e fortificação envolvente, aparentemente levantados entre 1310 (ano da confirmação da carta de foral de Arraiolos) e 1315. Para tal, fora firmado um contrato entre o rei e o Alcaide, Juizes e Concelho locais, datado de 1305, determinando a construção de 207 braças de muro, de três braças de alto e uma braça de largo; e a fazer no dito muro dous portaes dárco com suas portas, e com dous cubellos quadrados em cada uma porta . Embora não se conheça notícia de edificações anteriores no local, à data das obras dionisinas, é perfeitamente possível que estas se tenham efectuado sobre construções existentes, com maior ou menor aproveitamento das suas estruturas.

Palácio dos condes de Vimieiro

Antiga pousada do séc.XVI, foi ampliada por D.Sancho de Faro e Sousa, marechal de campo e governador militar de Estremoz, onde passou a viver com sua esposa, a ilustre poetisa Teresa de Melo Breyner

Convento de Lóios / Convento de Nossa Senhora da Assunção

Convento da Ordem de Santo Elói, dedicado a Nossa Senhora da Assunção; 1527 / 1540 - desenvolvimento da edificação da estrutura geral na Quinta do Paço; c. 1590 - intervenção estrutural na composição da frontaria; 1700 - obras no interior da nave e revestimento dos paramentos interiores com silhares de azulejo; 1834 - vendido em hasta pública para exploração agrícola; 1980 - compra pelo Estado; 1995 - obras de adaptação a Pousada segundo projecto do Arquitecto José Paulo dos Santos

Fonte da Pedra / Fonte dos Almocreves

A Fonte da Pedra ou dos Almocreves é um chafariz monumental com a data de 1827; o átrio é definido por muros de forma semicircular, caiados e com decoração rendada a azul ultramarino. O fontanário ao centro é ladeado por duas entradas para a parte traseira do chafariz, onde se encontra um lavadouro de forma octogonal. O frontão da fonte é coroado com as armas reais (pedra em mármore); por baixo deste está inscrita a data de 1827; ao centro um medalhão em mármore com a inscrição “Obras Públicas”; mais abaixo duas bicas de água deitam em bom caudal a água que é recebida numa almofada em mármore ao gosto clássico, de onde a água cai para um tanque de forma oval.

BORBA

Muralhas do Castelo

Borba foi elevada a Concelho no dia 15 de Junho de 1302, graças à Carta de Foral dada pelo rei D. Dinis. Nesse documento mandou o Rei que os borbenses construíssem às suas custas um castelo que defendesse a vila. Esta ordem régia foi cumprida como atesta a lápide em mármore que está na Porta do Castelo

Fonte das Bicas

A Fonte das Bicas foi, assim, concebida como uma peça de ordenamento urbano, ajudando a criar uma nova praça, a actual Praça da República. Na sua composição podemos ver um perfeito ordenamento e distribuição da água. Ao centro, foram colocadas três bicas. Ainda hoje, a população acredita que cada uma das bicas é destinada a um estado civil, aos solteiros, aos casados e aos viúvos, e que quem delas beber sempre regressará a Borba. Dos lados, mais a baixo, situam-se as bicas destinadas às crianças. Da fonte fazia também parte um bebedouro para os animais e um lavadouro. Na parte de trás da Fonte das Bicas foi construído um lago artificial, que representa o local onde foi encontrado o grande barbo que deu o nome à vila de Borba.

Igreja Matriz

A primitiva Igreja de Santa Maria foi fundada no interior do Castelo de Borba em 1260 e entregue pelo rei D. Afonso III à Ordem Militar de Avis. No entanto, em 1420, D. Fernão Rodrigues de Sequeira mandou construir uma nova igreja na sua actual localização, por aí ter aparecido, num bosque de sobreiros, a imagem da Virgem Maria. Em 1560, o Cardeal D. Henrique mandou reconstruir a actual igreja, seguindo o modelo da Igreja de santo Antão de Évora. No seu interior existem dez capelas. Cada uma delas pertencia a uma irmandade e, todas elas, possuem contributos artísticos dos séculos XVII e XVIII. A mais bela das capelas é, sem dúvida, a Capela das Almas, toda ornamentada, com três altares em mármore e pinturas de José de Sousa de Carvalho. Também merece destaque a Capela do Santíssimo Sacramento, que pertencia à mais importante irmandade da vila de Borba, à qual apenas a nobreza podia pertencer. Esta capela encontra-se decorada com azulejos da Real Fábrica do Rato e com uma tela da autoria do pintor José de Sousa de Carvalho

Passos do Senhor

Os Passos processionais de Borba são monumentos com uma importância artística e cultural a nível nacional. Do ponto de vista artístico, demarcam-se por serem os maiores do país pois foram os últimos de um conjunto a serem construídos no Alentejo.

Convento das Servas

Segundo uma lenda já muito antiga, a Virgem Maria apareceu a uma filha de um oleiro e mostrou-lhe a localização de um tesouro no local onde hoje está o Convento das Servas Com o ouro achado construiu-se uma ermida, gerida por uma irmandade de mulheres denominada Servas de Nossa Senhora. Em 1598, o Padre Mestre Pedro Caldeira deixou todos os seus bens à Ordem de São Francisco para transformar a ermida num convento. A primeira pedra do Convento foi lançada em 1604, sob o padroado do Duque de Bragança, D. Teodósio II. Em 1644 concluiu-se a obra, sendo que no ano seguinte veio uma comunidade de freiras do Convento das Chagas de Vila Viçosa para ocupar o convento. Trata-se de uma construção monumental com um dos maiores claustros do país. A entrada da igreja faz-se pelas duas portas laterais como acontece sempre nos conventos femininos. No interior preserva-se um importante núcleo de pintura mural dos séculos XVII e XVIII.

Quinta do General

Provavelmente, esta seria a “Villa” Romana da Cerca, que foi interpretada como sendo um mosteiro abandonado. O seu fundador foi D. Pedro de Melo e Castro, natural de Vila Viçosa, fidalgo da Casa do Duque de Bragança que combateu na Batalha de Alcácer Quibir. O nome actual da quinta foi atribuído em memória de D. Dinis de Melo e Castro, 1º Conde das Galveias, herói da Guerra da Restauração, que aí nasceu em 1624. Por ser o berço da família Melo e Castro, esta quinta permanece no património da família há mais de quatrocentos anos. No início do século XX, a quinta recebeu uma intervenção do Arquitecto Raul Lino, sendo esta uma das primeiras obras desta importante figura da História da Arte Contemporânea. No seu interior existe uma quinta de recreio com estátuas, riachos, fontes, azulejos e ruínas que serviam para a distracção dos proprietários.

Convento de Nossa Senhora da Consolação do Bosque

Este Convento foi fundado em 1505, pelo 4ª. Duque de Bragança, D. Jaime IV, que, segundo a tradição, aqui esteve isolado sofrendo severas penitências devido aos remorsos por ter mandado matar a sua esposa, a Duquesa D. Leonor. Em 1548, o Duque D. Teodósio I patrocinou a construção do actual edifício. O seu principal motivo de interesse é o Bosque que deu o nome ao Convento, cheio de lagos artificiais, ilhas, capelas, fontes e inúmeros pontos bucólicos que serviam para a contemplação dos frades, arredando-os do mundo terreno. No século XVIII, contava a tradição que, os mais belos bosques do país eram o do então Convento do Bussaco (hoje em dia transformado em Hotel) e o do Convento do Bosque, em Borba. Em 1834, com a supressão das Ordens Religiosas, o Convento foi extinto e vendido a particulares. Actualmente preserva-se a igreja, todo o edifício conventual adaptado a habitação e o próprio bosque, que mantém ainda grande parte da sua beleza e encanto.

ESTREMOZ

Portas e Baluartes da 2ª linha de fortificações (século XVII) - Porta dos Currais

Nas Guerras da Restauração houve uma necessidade óbvia de defender o Reino da ofensiva espanhola, especialmente em vilas e cidades de fronteira. É neste contexto que foram construídas várias fortificações nessas localidades, nomeadamente em Estremoz. Não sendo exactamente uma vila de fronteira, funcionava como 2ª linha de defesa do território, especialmente em apoio logístico (armazém de armas, mantimentos e tropas). Foi D. João IV (r. 1640-1656), o primeiro dos Braganças a reinar em Portugal que em 1642 ordenou a João Pascácio Cosmander o desenho da futura muralha poligonal abaluartada estremocense. Esta obra protegeria a vila de hipotéticos ataques e avanços das tropas espanholas, sendo que os novos baluartes estavam adaptados para batalhas de artilharia pesada. A porta dos Currais foi desenhada cerca de 1670 pelo sargento-mor de engenharia António Rodrigues e destaca-se pela sua monumentalidade e composição artística, com uma águia imperial e grifos a pisar peças de artilharia.

Portas e Baluartes da 2ª linha de fortificações (século XVII) - Porta de Santa Catarina

Nas Guerras da Restauração houve uma necessidade óbvia de defender o Reino da ofensiva espanhola, especialmente em vilas e cidades de fronteira. É neste contexto que foram construídas várias fortificações nessas localidades, nomeadamente em Estremoz. Não sendo exactamente uma vila de fronteira, funcionava como 2ª linha de defesa do território, especialmente em apoio logístico (armazém de armas, mantimentos e tropas). Foi D. João IV (r. 1640-1656), o primeiro dos Braganças a reinar em Portugal que em 1642 ordenou a João Pascácio Cosmander o desenho da futura muralha poligonal abaluartada estremocense. Esta obra protegeria a vila de hipotéticos ataques e avanços das tropas espanholas, sendo que os novos baluartes estavam adaptados para batalhas de artilharia pesada. A Porta de Santa Catarina mantém um nicho de devoção à padroeira, tendo como elemento mais interessante a guarita da ronda militar, em estilização de canhão e enobrecida pelo escudo régio de Portugal

Claustro do Convento das Maltezas

O Convento de São João da Penitência, mais conhecido por Convento das Maltezas, foi sede de clausura de freiras da Ordem de Malta a partir do séc. XVI. O seu Claustro é o mais amplo de todos os conventos da cidade e mostra-nos a arquitectura manuelina. Cada ala tem dez arcos, subdivididos em quatro arcadas geminadas e duas simples, todas sigladas pelos mestres canteiros que forneceram e afeiçoaram as pedras que as constituem. Os fustes (parte central das colunas) estão apoiados em bases quadradas, cujos capitéis se apresentam indiferenciadamente simples e lisos ou com motivos naturalistas. As mísulas da abóbada em ogiva, com motivos tipicamente manuelinos e com motivos antropomórficos e zoomórficos, são bastante curiosos e artisticamente interessantes. O Renascimento também por aqui passou, bem visível no tanque central do jardim, de planta quadrangular com uma taça maior de máscaras e uma mais pequena com cabeças de faunos.

Cruzeiro do Convento das Maltezas

Esta peça de características marcadamente manuelinas, é talvez o melhor exemplar deste tipo em todo o Concelho e foi provavelmente construído em inícios do século XVI. Embora o fuste seja obra mais moderna, os braços são originais, com os motivos tipicamente manuelinos de laços encordoados e, no centro, um belo medalhão com as cenas da Crucificação e Piedade. Este motivo evidencia traços ainda da escultura do Gótico Final, mas revela uma elegância mais erudita. Túlio Espanca afirma a possibilidade de este ter sido o cruzeiro original da Ermida de Nossa Senhora dos Mártires. Esta hipótese, no entanto, não está comprovada, baseando-se apenas em tradições orais

Convento dos Congregados

O Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Congregados do Oratório de São Filipe Nery de Estremoz teve ordem régia de D. Pedro II (r. 1675 – 1706) para ser construído em 1697. Entre 1698 e 1700 começam-se as obras e em 1703 inicia-se a segunda campanha, já com a igreja começada. Em meados deste século são assentados os painéis de azulejo que estão por todo o convento. A igreja nunca foi acabada até 1961, ano em que se recomeçou a empreitada de construção do restante da fachada, concluída em 1967. Em 1974 fechou-se a abóbada da capela-mor. Depois de alguns anos sem trabalhos, a igreja, propriedade da Câmara Municipal, foi cedida à Paróquia de Santo André e esta inaugurou a igreja completa em 1995, praticamente três séculos depois de ter sido começada. A fachada da igreja, elemento raro e erudito, trouxe uma novidade à “monotonia” da arquitectura alentejana: o alçado principal “ondulante”. Segundo a estética arquitectónica italiana seiscentista ligada a Francesco Borromini (n. 1599 - m. 1667), este efeito dinâmico aparece como oposição à veia clássica renascentista e maneirista, mais estática e estável. Dedicados à Vida e Milagres de São Filipe Nery, o conjunto azulejar pertencente à Portaria-Mor é um dos mais interessantes, juntamente com o da Escadaria que mostra o vestuário das várias classes sociais no tempo de D. João V (r. 1707-1750), com motivos de caça e guerra. O conjunto da sala do Antecoro mostra episódios dos Evangelhos e da vida de vários santos. Estes painéis são datáveis de cerca de 1748 e atribuíveis à oficina dos Oliveira Bernardes.

Fonte do Espírito Santo

Bom exemplar do século XIX, tardo-barroco, foi construída pela Câmara Municipal em 1864. O obelisco piramidal no centro da traça, coroado por esfera de folhas de acanto e pinha, é artisticamente bastante interessante, dando prova da antiguidade da boa cantaria estremocense. A base do obelisco é quadrangular com quatro carrancas antropomórficas em cada lado e todo o chafariz está envolvido por grade de ferro circular.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Evoramonte

A primeira referência conhecida à Igreja de Santa Maria do Castelo data de 1271, altura em que é estabelecido entre D. Afonso III e o Bispo de Évora um acordo relativo à posse de algumas igrejas alentejanas, encontrando-se esta sob a tutela da Sé de Évora. Foi a primeira igreja da vila e é provável que já existisse antes desta data. Em 1289 foram fundados os cargos de beneficiados da Igreja de Santa Maria do Castelo de Evoramonte, por causa da devoção que D. Domingos Anes Jardo, na altura bispo da diocese de Évora, tinha pela imagem de Santa Maria que estava nesta mesma igreja. O sismo de 1531 fez ruir uma grande parte do templo, sabendo-se que, embora ainda não totalmente reconstruída, já estava reaberta ao culto em 1534. Em 1748 passa a denominar-se Igreja de Nossa Senhora da Conceição, denominação essa que ainda hoje possui. De traça maioritariamente quinhentista, tem duas portas ogivais góticas: na fachada e no alçado lateral esquerdo, ambas feitas em granito e desprovidas de impostas. A sua planta é rectangular, possui três naves e falso coro. Possui ainda pia baptismal e púlpito do séc. XVI.

Castelo de Evoramonte

A cerca medieval de Evoramonte foi mandada construir em 1306, no reinado de D. Dinis (r. 1279-1325). O perímetro amuralhado forma um triângulo isósceles cujo lado maior segue a linha NE-SO. Mantém ainda as suas quatro portas principais e um postigo: a porta do Freixo, com arco gótico sem impostas e protegida por dois torreões cilíndricos, está orientada a Sul e tem uma inscrição que corresponde ao início da construção da cerca; a porta do Sol, muito semelhante à anterior, está orientada a Oeste; a porta de São Brás está orientada no sentido da ermida com o mesmo nome e ainda mantém as suas munhoneiras (encaixes para o eixo de um canhão, também designados por munhões); a porta de São Sebastião tem acesso directo por estrada à ermida do mesmo orago, sendo que aquela denota influências quatrocentistas ou quinhentistas.

Antas da Serra d'Ossa - Alto do Seixo

Do grego Mega (Grande) e Lithos (Pedra), o Megalitismo é a primeira grande manifestação de um espaço funerário demarcado. Um fenómeno que abrange várias tipologias (antas, cistas, tholoi de alvenaria, aproveitamento de grutas naturais), surge no contexto da transição do Neolítico Antigo para o Neolítico Médio (meados do 5º milénio a. C.) na Europa. Só inserido no denominado processo de Neolitização é que o Megalitismo ganha sentido, na passagem das sociedades de economia recolectora e nómada para uma economia produtora e sedentária. Na Península Ibérica, a cultura megalítica afirmou-se de forma clara e efectiva, a julgar pela quantidade e qualidade de monumentos, sendo o Norte e o Centro Alentejano a zona de maior concentração. Em Estremoz as antas mais antigas pertencem ao período do Neolítico Médio/Final, com sepulcros já com corredor e de monumentalidade acentuada. Os maiores núcleos são a zona norte da Serra d'Ossa e a freguesia de São Bento do Cortiço. Esta anta situa-se a cerca de 800 m a Oeste-Noroeste do Monte da Igreja e é a única que apresenta um bom estado de conservação da mamoa, apesar de o seu interior estar completamente escavado. Possui ainda 6 esteios na câmara e 6 esteios no corredor. Não sofreu qualquer intervenção.

ÉVORA

Chafariz da Praça do Giraldo

Localizado na freguesia de Santo Antão em Évora. É uma obra do arquitecto Afonso Álvares. Foi construído em 1571 em mármore branco rematado por uma coroa de bronze. Segundo a tradição as oito carrancas correspondem às oito ruas que desembocam na praça. Está classificado como Monumento Nacional. Ornamenta a famosa Praça do Giraldo, local central da Évora muralhada.

Ruinas do templo romano à Deusa Diana

Templo original provavelmente era similar à Maison Carrée de Nîmes (França). O templo de Évora ainda está com sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base é retangular, e mede 15m x 25m x 3.5m de altura.[5] O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora em ruínas.

Universidade

A Universidade de Évora foi a segunda universidade a ser fundada em Portugal. Após a fundação da Universidade de Coimbra, em 1537, fez-se sentir a necessidade de uma outra universidade que servisse o sul do país. Évora, metrópole eclesiástica e residência temporária da Corte, surgiu desde logo como a cidade mais indicada. Ainda que a ideia original de criação da segunda universidade do Reino, tenha pertencido a D. João III, coube ao Cardeal D. Henrique a sua concretização. Interessado nas questões de ensino, começou por fundar o Colégio do Espírito Santo, confiando-o à então recentemente fundada Companhia de Jesus. Ainda as obras do edifício decorriam e já o Cardeal solicitava de Roma a transformação do Colégio em Universidade plena. Com a anuência do Papa Paulo IV, expressa na bula Cum a nobis de Abril de 1559, foi criada a nova Universidade, com direito a leccionar todas as matérias, excepto a Medicina, o Direito Civil e a parte contenciosa do Direito Canónico.

Basílica Sé Catedral de Nossa Senhora da Assunção, Sé de Évora

Apesar de iniciada em 1186 e consagrada em 1204, esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico, marcado por três majestosas naves. Nos séculos XV e XVI, a catedral recebeu grandes melhoramentos, datando dessa época o coro-alto, o púlpito, o baptistério e o arco da capela de Nossa Senhora da Piedade, também conhecida por Capela do Esporão, exemplar raro de arquitetura híbrida plateresca, datado de 1529. Do período barroco datam alguns retábulos de talha dourada e outros melhoramentos pontuais nas decorações sumptuárias. Ainda no século XVIII a catedral foi enriquecida com a edificação da nova capela-mor, patrocinada pelo Rei D.João V, onde a exuberância dos mármores foi sabiamente conjugada com a austeridade romano-gótica do templo. Em 1930, por pedido do Arcebispo de Évora, o Papa Pio XI concedeu à Catedral o título de Basílica Menor. Nas décadas seguintes foram efectuadas algumas obras de restauro, tais como a demolição das vestiarias do cabido, do século XVIII, (que permitiram pôr a descoberto a face exterior e as rosáceas do claustro) e o apeamento de alguns retábulos barrocos que desvirtuavam o ambiente medieval das naves laterais.

Igreja de São Francisco

Em Évora é uma igreja de arquitetura gótico-manuelina. Construída entre 1480 e 1510 pelos mestres de pedraria Martim Lourenço e Pero de Trilho e decorada pelos pintores régios Francisco Henriques, Jorge Afonso e Garcia Fernandes, está intimamente ligada aos acontecimentos históricos que marcaram o periodo de expansão marítima de Portugal. Isso fica patente nos símbolos da monumental nave de abóboda ogival: a cruz da Ordem de Cristo e os emblemas dos reis fundadores, D. João II e D. Manuel I. Segundo a tradição, nesta igreja foi sepultado Gil Vicente, em 1536.

Capela dos ossos

Um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos". A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. As suas paredes e os oito pilares estão "decorados" com ossos e caveiras ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de uma arquitectura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas. Foi calculado à volta de 5000, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade. A capela era dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos, que impressiona pela expressividade com que representa o sofrimento de Cristo, na sua caminhada com a cruz até ao calvário.

Convento de Nossa Senhora do Carmo

Monumento religioso da cidade de Évora, ficando situado no Largo das Portas de Moura e Rua D.Augusto Eduardo Nunes (antiga Rua da Mesquita), na freguesia da Sé e São Pedro. Os frades carmelitas estabeleceram-se em Évora em 1531, no tempo do Bispo Cardeal D.Afonso, tendo o primitivo Mosteiro sido edificado extra-muros, na zona das Portas de Avis e Lagoa, junto à antiquíssima Capela de São Tomé. O edifício ficou praticamente destruído com o cerco de Évora durante a Guerra da Restauração (século XVII). Os frades carmelitas, delajodas, pediram ao Rei D.Afonso VI que os deixassem habitar o antigo Paço dos Duques de Bragança em Évora, situado junto às Portas de Moura. O monarca acedeu ao pedido, doando a antiga moradia dos Bragança aos Carmelitas, com a condição de manterem a célebre porta dos nós, símbolo da Sereníssima Casa de Bragança, o que os frades respeitaram. A igreja foi sagrada solenemente no ano de 1691.

O Aqueduto da Água de Prata

Em Évora, foi construído entre 1531 e 1537 pelo arquitecto Francisco de Arruda. A construção descrita em Os Lusíadas, o poema épico de Camões. Originalmente levava a água até à Praça do Giraldo. Foi parcialmente reconstruído no século XVII, em consequência da Guerra da Restauração. A partir da Rua Cândido dos Reis tem-se uma nova visão sobre os 9 km de aqueduto que subsistem

Cromeleque dos Almendres

É um monumento megalítico que está situado numa encosta voltada a nascente, na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, concelho de Évora, Distrito de Évora. Trata-se do monumento megalítico mais importante de toda a Península Ibérica, não só devido à sua dimensão, mas também, devido ao seu estado de conservação. É também considerado um dos mais importantes da Europa

MONTEMOR-O-NOVO

Castelo de Montemor-o-Novo

O Castelo de Montemor-o-Novo é o recinto original da Vila medieval de Montemor-o-Novo. Conquistado aos Mouros por D. Afonso Henriques. D. Sancho I concedeu-lhe o 1.º Foral em 1203.

Santuário de Nossa Senhora da Visitação

A bonita Ermida de Nª Srª da Visitação, de onde também se desfruta de uma bonita panorâmica sobre a cidade, foi edificada no séc. XVI em estilo manuelino-mudejar. No interior, encontram-se painéis de azulejos do séc. XVIII, alusivos à vida de Maria. Na sacristia, pode-se apreciar uma colecção de cerca de duas centenas de ex-votos, retábulos pintados, fotografias, partes do corpo em cera, fitas e dois animais embalsamados (uma jibóia e um jacaré), sendo o mais antigo de 1799.

Convento de N. Sra. da Saudação

É o monumento de maior valor artístico do concelho. A origem do edifício remonta a 1500, tendo sido alvo de transformações e acrescentos até ao séc. XIX. Possui claustro da época de D. João III. Foi mosteiro de clausura, da ordem religiosa de S. Domingos e mais recentemente abrigo de infância desvalida. Actualmente é um espaço cultural onde está sediado o Centro Coreográfico de Montemor-o-Novo / Rui Horta e onde se realizam exposições, espectáculos de teatro, música e dança e outras actividades culturais.

Solar da Torre do Carvalhal

Solar quinhentista, torre manuelina e ermida gótico-mudejar do séc. XVI. Abrange uma vasta área de bosque, jardins, pomares e hortas regados por abundante nascente que abastece o magnífico tanque de alvenaria já existente em 1708

Gruta do Escoural

Conjunto Arqueológico de Escoural A Gruta Escoural foi descoberta em 1963 permitindo, pela primeira vez em Portugal, a identificação de vestígios de arte rupestre paleolítica. Das galerias mais recônditas dessa cavidade subterrânea ao cimo do outeiro que a envolve floresceram, ao longo dos milénios, várias civilizações pré-históricas, desde o Mustierense até fase adiantada do Calcolítico. A mais antiga ocupação humana no Escoural data de há cerca de 50 000 anos (Paleolítico Médio). Embora se possam identificar diversos temas na arte rupestre do Escoural, as representações zoomórficas, do Paleolítico Superior, especialmente de Equídeos e Bovinos são dominantes.

Anta Capela de Nossa Senhora do Livramento

Anta transformada em capela no séc. XVII aproximadamente. Do monumento original é possível identificar cinco esteios e laje de cobertura perfeitamente visíveis, apesar de rebocados e caídos. Transformada em capela, no interior venera-se actualmente a imagem de Nossa Senhora do Livramento. A Anta-Capela de N.Sra do Livramento é um curioso exemplo da cristianização tardia de um monumento "pagão". Integrado na Herdade da Anta, esta anta transformada em templo religiosos

MORA

Fluviário

Evocando os celeiros rurais do distrito de Évora, no Alentejo, este edifício foi pensado como um volume compacto e monolítico, protegido do sol por um conjunto de finos pórticos equidistantes em pré-fabricados de betão branco com vãos de 33 metros. No interior, este pequeno hangar alberga um complexo santuário de água em constante movimento através de diferentes habitats de água doce. Este projecto foi desenvolvido em colaboração com a empresa Cosestudi de Boston, especializada em arquitectura e biologia marinha, gabinete com o qual o Promontório tem desenvolvido parcerias em diversas propostas internacionais para aquários.

Torre das Águias

Localiza-se na povoação de Águias, freguesia de Brotas, concelho de Mora, Distrito de Évora, em Portugal. Vizinha ao rio Divor e ao santuário de Nossa Senhora das Brotas, integrava a chamada vila das Águias, da qual ainda subsistem algumas casas. É um dos exemplares mais significativos de torres manuelinas na região

Fonte Velha (Cabeção)

A Fonte Velha, é uma fonte que se encontra escondida por entre os casarios no alto da Vila. Conhece-se muito pouco a respeito da data em que poderia ter sido construída, mas pelas suas formas e materiais utilizados, pode-se ver que não é de construção recente.

MOURÃO

Igreja da Misericórdia

Depois de estar sedeada em vários locais, a actual Igreja da Misericórdia de Mourão implantou-se na Praça do Município, tendo sido iniciadas as suas obras em 1719, no reinado de D. João V.

Castelo de Mourão

Conquistado aos mouros, entrou no poder da coroa portuguesa (1271-73) como dote de casamento de D. Beatriz de Gusmão com D. Afonso III de Portugal. O filho deste, D. Dinis, confirmou a carta de foral em 1296 e, em 1298, promoveu uma acção de beneficiação do Castelo. Em 1343, D. Afonso IV procedeu ao levantamento da torre de menagem, com cerca de 20 metros

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias

A construção da actual igreja de Nossa Senhora das Candeias resultou da determinação régia de D. Pedro II, de 20 de Fevereiro de 1681. Foi encarregado de proceder à projecção da obra o eng. D. Diogo Pardo de Osório. A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias, com assentamento na fortificação seiscentista, revela um estilo marcadamente barroco. De planta rectangular, com fachada a apontar a sul, entra-se num pórtico metido em arco redondo e lavrado em mármore branco, com lintel e frontão cortado, integrando as armas reais de Portugal ladeadas pela cruz de Avis, e pela Virgem e o Menino, na parte superior. No seu interior, o templo apresenta uma ampla nave com quatro altares laterais (Capela das Almas, S. João Baptista, S. Pedro e Capela do Santíssimo Sacramento) e cabeceira de três capelas. A capela-mor, com elevado arco triunfal, construído no cimafronte por pintura mural que preenche todo o espaço até à abóbada. O altar-mor mostra um retábulo de talha polícroma, de fustes salomónicos.

PORTEL

Albufeira de Alqueva

Obra grandiosa localizada no coração do Alentejo, a Barragem de Alqueva, insere-se na bacia hidrográfica do Rio Guadiana e desde 2002 está a formar o maior lago artificial da Europa. A albufeira ocupa uma área de cerca de 250km2, sendo o seu perímetro de 1160 km, estendendo-se ao longo dos municípios de Portel, Mourão, Moura, Reguengos de Monsaraz e Alandroal. O projecto de Alqueva veio provocar profundas alterações na paisagem e pretende criar na região novas oportunidades e potencialidades, tendo como grandes objectivos:
- Constituir uma reserva estratégica de água
- Garantir o abastecimento de água ao público
- Produzir energia eléctrica
- Promover o desenvolvimento agrícola
- Promover o desenvolvimento do turismo de recreio e lazer

Castelo de Portel

O Castelo de Portel, no Alentejo, localiza-se na vila, freguesia e concelho de mesmo nome, Distrito de Évora, em Portugal. Em um dos contrafortes da serra de Portel, o castelo ergue-se em posição dominante sobre a vila medieval.

Igreja de São Pedro da Vera Cruz

Igreja do antigo mosteiro da Ordem de Malta, foi fundada nos finais do século XIII por D. Afonso Pires Farinha, que participou na 7ª cruzada a Jerusalém, de onde trouxe a relíquia do Santo Lenho, ainda hoje guardada no seu interior. O templo medieval foi construído sobre as ruínas de um antigo mosteiro visigótico, do qual subsistem, com especial relevo, as capelas colaterais da actual cabeceira da igreja, esta já consequência de uma reforma dos séculos XVI a XIX.

VENDAS NOVAS

Palácio do Vidigal

Situado no Monte do Vidigal, foi mandado edificar pelo rei D. Carlos I, que viu a sua construção iniciar-se em 1896 e nele trabalhou até à sua morte. Ao palácio foram agregados uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, uma arena, o próximo monte das Faias e o apeadeiro real.

Palácio das Passagens (EPA)

O rei D. João V mandou construir o Palácio Real de Vendas Novas, também conhecido por Palácio das Passagens, actualmente Escola Prática de Artilharia (EPA).

Capela Real

A actual Capela da Escola Prática de Artilharia, da invocação de N. Srª. da Conceição, foi entre 1843 e 1969, igreja matriz da Vila de Vendas Novas.

Igreja de São Fernando

Hoje em ruínas e quase esquecida dos vendasnovenses a Capela da Herdade do Outeiro foi, durante muitos anos, a sede da Paróquia de Santo António das Vendas Novas. É um templo várias vezes centenário, primeiro dedicado a São Fernando e depois a Santo António, com a sua época de construção em meados do século XV. Encontra-se no estado actual de rápida degradação desde que foi desafecta ao culto em 18 Setembro 1902

VIDIGUEIRA

Villa romana de São Cucufate

A Villa romana de São Cucufate é um conjunto de ruínas romanas de Villa romana Áulica do século I d.C. na Vidigueira, Portugal. Este sítio arqueológico reúne vestígios de termas, jardim e um templo, posteriormente adaptado ao culto cristão: o convento de São Cucufate. Supõe-se que foi uma importante casa agrícola, testemunhando a antiguidade e importância desta actividade no Alentejo. A origem do sítio arqueológico de São Cucufate remonta à ocupação romana, no século I d.C., com registo de várias alterações ao longo do tempo. No século II é feita uma segunda edificação e a casa terá sido refeita no século IV para dar origem a uma villa palaciana, cujas ruínas monumentais permanecem hoje, supondo-se que terá sido uma próspera casa agrícola. Próximo do local original de entrada na villa, na sua frente, surge um templo dedicado a divindades não identificadas, com características semelhantes às do templo das ruínas romanas de Milreu, em Estói, perto de Faro. No século V o edifício foi convertido ao culto cristão. Subsistem vestígios de um jardim com um tanque de pedra que poderá ter sido utilizado como piscina, um hábito comum numa região quente. Da villa permanecem dois corpos laterais com contrafortes, unidos por arcadas, sustentando um andar superior (hoje desaparecido) que terá albergado a zona residencial. A entrada dos fazia-se por três escadarias que davam acesso a uma zona elevada descoberta, e que se prolongava por uma área coberta por uma abóbada de que se vislumbram alguns vestígios.

Antas de Corte Serrão

Localizadas perto de Marmelar, na freguesia de Pedrogão, foram construídas pelas primeiras sociedades agro-pastoris, cerca de quatro mil anos atrás. Constituem prova da ocupação do território por famílias eneolíticas que na sua demanda pela eternização da morte, construiram megalitos, onde sepultavam os seus mortos.

VIANA DO ALENTEJO

Castelo de Viana do Alentejo

Igreja de Nossa Senhora de Aires

Planta em cruz latina, composta, de vastas proporções, virada a Oeste. Nave longitudinal dividida em três tramos, de onde sobressaem os braços do transepto e os volumes verticais das duas torres da fachada e do zimbório octogonal. Frontaria imponente, marcada por duas torres sineiras laterais, simétricas, por cinco janelas de sacada e por um frontão contarcurvado, caracteristicamente barroco; esta fachada forma um vasto adro acessível através dum arco central de volta inteira ladeado por dois outros mais estreitos; seis arcos laterais dão igualmente acesso ao adro; cada uma das torres é rematada por uma pequena balaustrada com pináculos nos vértices e por uma cobertura em forma de bolbo. A fenestração é regular, ao longo de todo o corpo, acompanhando a divisão interior em tramos; uma balaustrada em mármore remata todo este volume. O portal de entrada da igreja enquadra, no lintel, uma cartela com a dedicatória, em latim, a Nossa Senhora; é ladeado por duas janelas de grades, com características idênticas. INTERIOR: nave de três tramos separados por pilastras em trompe l'oeil; a capela-mor, de planta circular, assente em colunas em mármore de Viana, é profusamente ornamentada com trabalhos em estuques e pinturas murais; o altar-mor/santuário, disposto no eixo da capela-mor é constituído por quatro altares em forma de urna, sob um complexo baldaquino em estilo rococó. A cobertura da nave é em abóbada de volta inteira, a iluminação é proporcionada pelos janelões da nave; o zimbório, de planta octogonal assente sob trompas, tem oito janelas (quatro delas falsas) e cobertura em cúpula com lanternim de alvenaria.

VILA VIÇOSA

Paço Ducal de Vila Viçosa

O Paço Ducal de Vila Viçosa é importante monumento situado no Terreiro do Paço da vila alentejana do distrito de Évora. Foi durante séculos a sede da sereníssima Casa de Bragança, uma importante família nobre fundada no século XV, que se tornou na Casa Reinante em Portugal, quando em 1 de Dezembro de 1640 o 8º Duque de Bragança foi aclamado Rei de Portugal (D.João IV)

Castelo de Vila Viçosa

À época da Reconquista cristã da península, quando da afirmação da nacionalidade portuguesa, a região foi dominada a partir da conquista de Alcácer do Sal (1217). Embora não se possa afirmar se uma primitiva povoação foi abandonada e reocupada, ou se o seu povoamento cristão foi tardio, é certo que Vila Viçosa recebeu de D. Afonso III (1248-1279) a sua Carta de Foral, passada em 5 de Junho de 1270. Datará, dessa época, o início da construção de seu castelo, a que seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), dará um efectivo impulso, terminando a sua edificação e fazendo erguer a cerca da vila. No reinado de D. Fernando I (1367-1383), a exemplo do que se fez em diversos castelos do reino, foram feitos importantes melhoramentos na fortificação de Vila Viçosa

Museu das Carruagens

Vasto conjunto de carros antigos (coches, liteiras, berlindas e caradaus) do século XVII ao século XIX, com os respectivos arreios é, no seu género, o maior e o mais variado da Europa. Está instalado nas antigas cavalariças anexas ao Paço dos Duques

Panteão das Duquesas

Panteão das Duquesas, fundado pelo IV duque de Bragança D. Jaime, em 1514, para panteão das donas da sua estirpe, foi entregue à ordem de Santa Clara, e a vida claustral começou com oito religiosas lóias deslocadas do mosteiro de Beja, no dia 25 de Fevereiro de 1535, quarta-feira de cinza (sendo já morto o seu instituidor), sob protecção da duquesa viúva D. Joana de Mendonça e do enteado herdeiro, D. Teodósio I.

REDONDO

Castelo - Prédio Militar N.º 1

Cerca militar (classificada por Decreto de 2 de Janeiro de 1946 como Monumento Nacional e como Zona Especial de Protecção em 26 de Março de 1962) mandada construir por D. Dinis. A planta tem a configuração de uma elipse irregular murada, de grossa alvenaria, sem cortina ameiada, conservando ainda o adarve, embora parcialmente interrompido. Possui quatro torreões de forma arredondada que protegem o amuramento e duas torres, uma virada a Noroeste, Torre de Menagem, e outra a Sudeste, a da Alcaidaria. Apresenta duas portas torreadas, com arcos góticos: a nordeste fica a Porta da Ravessa ou do Sol (na imagem acima), onde existe a marca oficial da vara e do côvado, a que os industriais do pano se tinham de submeter nos mercados e feiras; a sudoeste está a Porta do Postigo, que foi aumentada no período Manuelino, por novo arco de alvenaria de volta plena decorada com o brasão de armas do donatário da vila, D. Vasco Coutinho

Convento de S. Paulo

O Convento de São Paulo foi erguido a meia encosta da Serra d' Ossa pelos monges da ordem de São Paulo Eremita. Alberga actualmente um requintado hotel. Testemunham várias crónicas que o Convento de São Paulo acolheu, durante séculos, figuras célebres como D. Sebastião, D. João IV e D. Catarina de Bragança. Como antigo Convento Palaciano, detém um dos mais notáveis núcleos de painéis de azulejos do país, com temas bíblicos e do hagiológio cristão da autoria de artistas anónimos de Lisboa (século XVIII)

REGUENGOS DE MONSARAZ

Igreja Matriz de Santo António

O exterior é marcado por grandes arcobotantes e pela torre sineira, o que a torna num dos melhores exemplos de igrejas neogóticas em Portugal. Esta igreja teve as suas raízes históricas no ano de 1887, com a determinação da Junta da Paróquia de Reguengos de edificar um templo em terrenos dos Novos Paços do Concelho. Dedicada a Sto António, foi encomendado o projecto ao Arquitecto António José Dias da Silva (autor da Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa) resultando o edifício com características do espírito romântico da época gótico-manuelina. Mais tarde, na sequência do Concílio Vaticano II, sofreu obras de adaptação à ordenação determinada pela reforma litúrgica. De planta em cruz latina, com a torre sineira colocada a meio da fachada. O seu interior é composto por 3 naves, transepto saliente e na zona da cabeceira apresenta 3 capelas. O corpo da nave ritmado por gigantes arcobotantes, assim como a construção da torre a meio da frontaria, conduzem este templo a um dos melhores exemplares da arquitectura neo-gótica em Portugal.

Cromeleque do Xerez ou Conjunto megalítico da Herdade do Xerez

Desenvolvendo-se a partir de um menir central faliforme, com uma altura de cerca de 4 m e apresentando numa das suas faces diversas "covinhas" em toda a sua verticalidade, este monumento megalítico é constituído por 50 menires, cuja altura varia entre 1,20 cm e o 1,50 cm, alguns dos quais de configuração igualmente fálica, bem como almendrada

Rocha dos Namorados

Afloramento natural de granito em forma de cogumelo, de altura superior a 2 metros, com gravuras megalíticas do tipo “covinhas” e sempre atapetado por pequenas pedras soltas. Trata-se de um menir ou pedra da fertilidade, cristianizado e convertido em "passo" das procissões de seca que tinham lugar entre a ermida de Nossa Senhora do Rosário e a Aldeia do Mato (actual São Pedro do Corval). Segundo arcaica tradição, ainda hoje existente, as raparigas solteiras, cumprindo um rito pagão de fertilidade, vão ali, pela Segunda-Feira de Páscoa, lançar uma pedra para cima do menir e consultá-lo em matéria do seu casamento. Cada lançamento falhado representa um ano de espera. É um raro exemplo de idolatria que comprova uma evidente continuidade dos cultos relacionados com a fecundidade, aos quais, em tempos históricos, aparecem muitas vezes associados antas, menires ou simples pedras como esta.

Castelo de Monsaraz

Localiza-se na Freguesia de Monsaraz, Concelho de Reguengos de Monsaraz, Distrito de Évora, em Portugal. Vizinho ao rio Guadiana e ao moderno espelho d’água da Barragem de Alqueva, ergue-se sobre o monte Monsaraz, dominando a vila medieval e a fronteira com a Espanha. A sua arquitectura militar mescla elementos medievais e seiscentistas

Cisterna

É uma obra dos finais da Idade Média, encontra-se emparelhada na face oriental com o pano amuralhado dionisiano, nascente da Porta medieval do Buraco e delimitada a Ocidente na travessa pública do mesmo nome por um pitoresco arco gótico de pedra, que dava passagem ao colector geral das águas. No terraço depositavam-se as águas pluviais descarregadas através das inúmeras caleiras presas aos beirais dos telhados, as quais penetravam no depósito por dois gargalos rebordados em pedra, de forma cilíndrica. Esta cisterna, de enormes proporções, recolhia e armazenava as águas pluviais caídas do céu sobre os telhados de Monsaraz, e constituía o principal reservatório abastecedor da população.

Porta da Vila

Esta é a porta mais característica de Monsaraz que na parte interior se encontra insculpida com duas marcas-padrão destinadas ao mercado do pano. Acesso principal da Vila, cuja robusta estrutura defensiva está protegida por dois cubelos semi-cilíndricos. O de poente, encimado pelo campanil do relógio (provavelmente construído no tempo de D. Pedro II), tem um tecto nervurado e no cimo da cúpula um sino fundido pelos artistas estrangeiros Diogo de Abalde e Domingos de lastra, com inscrição de 1692. A encimar o fecho gótico do arco da porta, uma lápide comemorativa da consagração do reino, por D. João IV, em 1646, à Imaculada Conceição

Porta d’Alcoba

Para Sul, a cerca rompe-se na porta de cantaria de granito ogival, chamada hoje de Alcoba, sendo no século XVII denominada por “Porta Dalcoba”.

Porta do Buraco

Para Sudoeste encontramos o Postigo ou Porta do Buraco. Protegia a cisterna pública da Vila e por isso os engenheiros franceses que delinearam as fortificações modernas ordenaram o seu entaipamento para proteger o precioso líquido. Parece ser a Porta mais antiga da cerca.

Igreja de Nossa Senhora da Lagoa

Contemporânea do repovoamento cristão de Monsaraz, a primitiva igreja foi construída na segunda metade do séc. XIII. Foi sempre o templo mais importante da vila e a referência mais antiga que se lhe conhece, datando do tempo de D. Dinis. Desapareceu durante o reinado de D. João I para se erguer o novo templo. Este facto teve na sua origem o surto de Peste Negra, que assolou a Europa durante a Idade Média. As reduzidas dimensões do primitivo edifício não permitiam o sepultamento do incontável número de moradores de Monsaraz, vitimados pela epidemia e, portanto, decidiu-se construir uma nova Matriz. A construção actual que data do séc. XVI, mais precisamente de 1561, é do tipo igreja-salão à maneira renascentista. Possui três naves apoiadas em quatro colunas, sem transepto e com o eixo orientado a Nascente. O altar-mor, em boa talha dourada, apresenta duas grandes esculturas em madeira, de Sto Agostinho e Sta Mónica, oriundas do Convento dos Agostinhos descalços da Orada, fundado em 1579, nos arrabaldes de Monsaraz. No seu interior tem ainda o túmulo, em mármore de Estremoz, de Gomes Martins Silvestre, primeiro Alcaide e povoador de Monsaraz. Pertence ao conjunto de obras de escultura medieval produzidas pela escola de Tombiers em Évora. O frontal insculturado representa um cortejo fúnebre e num dos topos figura uma cena de falcoaria, alusiva à actividade do cavaleiro templário.

Ermida de São Pedro (Antiga Igreja Matriz de São Pedro ou Ermida da Senhora do Rosário)

A data de fundação da Ermida de São Pedro permanece desconhecida, embora se saiba que a primeira visitação eclesiástica ocorreu no ano de 1534, pelo que o templo terá sido edificado possivelmente no início do século XVI. Posteriormente a primitiva estrutura manuelina terá sido aumentada, embora durante o terramoto de 1755 grande parte da frontaria tenha sido destruída, pelo que foram feitas obras de reconstrução da fachada na segunda metade do século XVIII, das quais se destacam a imponente torre sineira. De planta rectangular, a ermida possui nave única com cinco tramos e capela-mor quadrada, com dois altares colaterais. A fachada é rasgada ao centro por portal de moldura recta encimado por friso. Do lado direito foi edificada a torre sineira, de grandes dimensões. A capela-mor manuelina é rodeada por quatro torres cilíndricas coroadas com merlões. No interior, cujo espaço é coberto por abóbada, distinguem-se as duas capelas colaterais, uma com colunata toscana dedicada a Cristo Crucificado, a outra aberta por arcos plenos assentes sobre pilastras de alvenaria, dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Na década de 90 do século XX, durante obras de beneficiação do templo, foi descoberto um núcleo de frescos nas paredes da actual capela-mor, possivelmente de execução quinhentista