• HOME
  • NORTE
  • CENTRO
  • SUL
  • AÇORES
  • MADEIRA
  • LIVRO DE HONRA
  • ENTREVISTAS
  • CONTACTOS
Conheça alguns dos melhores HOTÉIS e RESTAURANTES em cada distrito de Portugal
 
 
 
Entrevistámos alguns profissionais do sector...
Como contactar o Portugal Travel
Açores
Viana do Castelo Braga Bragança Vila Real Porto Aveiro Viseu Guarda Castelo Branco Coimbra Leiria Lisboa Évora Setúbal Beja Faro Santarém Portalegre
 

Distrito de Beja

Monumentos e locais a visitar

 

ALJUSTREL

O Castelo de Aljustrel

Actualmente em ruínas, subsiste apenas a Igreja de Nossa Senhora do Castelo. A pesquisa arqueológica indica que ocupação humana do sítio do Castelo de Aljustrel remonta à pré-história (c. 5.000 anos AP), durante a Idade do Cobre. Adquiriu importância à época da Invasão romana da Península Ibérica, graças à exploração dos minérios de cobre, prata e ouro na região, cujo centro era a povoação de Vipasca. Posteriormente, quando da ocupação Muçulmana, a povoação existente recebeu o nome de Al-lustre, sendo defendida, a partir do século X por uma fortificação erguida em taipa. À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação e seu castelo foram conquistados pelos cavaleiros da Ordem de Santiago da Espada, sob o comando de D. Paio Peres Correia (1234). Como reconhecimento pelos serviços prestados dilatando e defendendo as fronteiras ao sul do país, o rei D. Sancho II (1223-1248) fez a doação dos territórios dos actuais Concelhos de Aljustrel, Beja, Ferreira do Alentejo, Castro Verde, Odemira, Ourique e Santiago do Cacém aquela Ordem de Cavalaria. O seu sucessor, D. Afonso III (1248-1279) outorgou Carta de Foral a Aljustrel (1252), confirmado por D. Manuel (1495-1521) (Foral Novo, 1510). No século XIX, com a reestruturação dos Concelhos (1855), Aljustrel absorveu o antigo Concelho de Messejana.

Senhora do Castelo

Trata-se de uma elevação dominante, encimada pela ermida de N. Sra. do Castelo que já foi, segundo tudo indica, mesquita pois tinha, originalment e, planta quadrangular. Esta ermida encontra-se normalmente aberta.

Ermida de Santa Maria do Castelo

Vem referida na visitação da Ordem de Santiago de 1482, sendo a sua denominação alterada, a partir de 1510, para Nossa Senhora do Castelo. Desde sempre, esta ermida esteve ligada à fé das populações do concelho, a ela se associando vários milagres e lendas

Minas

Património de arqueologia industrial ligado à exploração mineira, constituído pelas infraestruturas e equipamentos mineiros dos sécs. XIX e XX

ALMODÔVAR

Igreja Matriz de Almodôvar

A escolha de Santo Ildefonso (monge e abade do mosteiro beneditino de Toledo, e depois bispo da mesma cidade, que viveu no século VII) como padroeiro da paróquia de Almodôvar constitui um interessante reflexo da presença da espiritualidade monástico - militar no Baixo Alentejo, difundida pelos freires da Ordem de Avis que seguia a Regra de São Bento. Porém, a primitiva igreja matriz desta vila, pertencente em tempos ao padroado real, foi doada por D. Dinis, no ano de 1297, à Ordem de Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas, formada por um prior e três beneficiados. O templo actual, traçado em 1592 pelo arquitecto Nicolau de Frias, constitui um exemplo muito elaborado da tipologia de “igreja-salão”, com três naves de quatro tramos cobertas de abóbadas, revelando grande sentido de unidade espacial. O desenho rigoroso da lanimetria, o ritmo da composição dos alçados e a própria atenção conferida ao tratamento dos pormenores, como as seis colunas toscanas em que assentam as arcarias de vulto perfeito, são bem reveladores do sentido de depuração classicizante atingida por este modelo nos finais do século XVI, em consonância com a austeridade da Contra-Reforma. D. João V determinou uma remodelação parcial do edifício, assim descrita em 1747 pelo Padre Luís Cardoso: “porque a capela-mor se achava arruinada, e por sua pequenez fica imperfeito o edifício da igreja, que é o maior templo desta comarca, foi Sua Majestade servido mandar pelo Tribunal da Mesa da Consciência, e Ordens, se derrubasse, e se fizesse regular ao restante da igreja, e se acrescentasse tribuna, que de presente se anda fazendo”. Estas obras vieram a ser completadas com a encomenda à oficina do entalhador eborense Sebastião de Abreu do Ó dos sumptuosos altares de talha dourada e policromada da nave, cuja riqueza denota pujança das diversas confrarias e irmandades da matriz. Nos séculos XIX e XX realizaram-se outras intervenções de vulto que modificaram substancialmente a fábrica maneirista, a última das quais teve lugar na década de 1950. Data de então o painel de Severo Portela, representando o Baptismo de Cristo no Jordão, que ornamenta o baptistério.

Igreja da Misericórdia Capelinha do Sr. do Calvário - Praça da República

Notável templo, erguido na Praça da República, o altar-mor é em talha dourada e, sobre a parede do mesmo altar, está pintado o escudo real. As paredes são revestidas de estuque e pintadas com temas decorativos, constituídos por flores enquadradas por cercaduras coloridas. Na face lateral do templo, voltada para a Praça da República, está uma capela dedicada ao Senhor do Calvário, de grandes e antigas tradições, restaurado por Severo Portela Interessante também o imponente pórtico voltado para a Praça da República.

Ermida de Santo António

Edifício do Séc. XVII , constituído por uma capela e o respectivo alpendre rasgado por arcos. Cobertura de duas águas sobre a nave e alpendre, o edifício foi alvo de restauro em 1986 pela DGEMN, tendo nessa altura sido substituídos os arcos transversais quebrados que apoiavam o telhado, tipo de apoio que se mantêm no alpendre. Existem no seu interior restos de frescos nas paredes.

ALVITO

Castelo de Alvito

Construído no fim do século XV, o Castelo da Vila de Alvito, terá sido edificado por ordem de D. Diogo Lobo da Silveira, barão do Alvito, no reinado D. João II,... É um magnífico exemplar da arquitectura doméstica manuelina, já que antes das obras que o transformaram em Pousada, era o único palácio senhorial que se mantinha intacto desde há cinco séculos. Foi residência de 16 famílias de Barões, até 1917.

Igreja Matriz

Construída por volta do século XVI, a Igreja Matriz de Alvito apresenta aspectos dos estilos gótico e manuelino. De planta em forma de cruz latina, o seu exterior é coroado por corochéus e ameias que lhe dão um aspecto severo. O portal com arco em ogiva é do estilo gótico, enquanto as gárgulas são medievais. Possui três naves no interior, destacando-se a nave central, situada num plano mais elevado. No altar-mor, a talha barroca evidencia as colunas ornamentais. As paredes são revestidas com azulejos do século XVII

BARRANCOS

Castelo de Noudar

Noudar terá sido, até à conquista portuguesa, uma fortificação simples, eventualmente uma torre, que na época de domínio árabe, fazia o controle da estrada de ligação a Beja. Com a reconquista cristã desta região, por volta de 1167, pelas forças comandadas pelo lendário, Gonçalo Mendes da Maia, «o Lidador», é pela mão do rei D. Dinis, já por volta de 1300, que a Vila de Noudar recebe foral e é doada à Ordem de Avis, com a condição construir o castelo, que terá sido concluído em 1308. Esta fortaleza chegou a ter um forte dispositivo de defesa, referenciado na época de D. Manuel I, com a existência de barbacãs circundando o castelo, estruturas característica da arquitectura militar do século XV, e essa importância poderá perceber-se, face às guerras com Espanha. A Vila e o seu castelo mantiveram-se ocupadas por tropas espanholas depois Guerra da Restauração da independência portuguesa, até 1707, sendo a sua restituição à coroa portuguesa firmada no, Tratado de Utrecht, em 6 de Fevereiro de 1715.  O castelo está ligado a uma lenda, que diz existir nele uma moura encantada, esta moura terá a forma de uma serpente que apresenta uma trança enrolada na cabeça e a sua observação só é possível à noite

BEJA

Museu Rainha Dona Leonor ou Museu Regional de Beja

É um museu em Beja, Portugal, instalado no Convento da Conceição. O Convento foi fundado em 1459, pelo Infante D. Fernando, irmão de D. Afonso V, e por sua mulher, a Infanta D. Beatriz. Este convento era bastante amplo, mas muito tempo depois sofreu a demolição de uma parte. Hoje o museu tem vários espaços principais para visitar: o Coro Baixo, a Igreja, a Sala dos Brasões, as 4 quadras (Corredores) do Claustro, as 2 saletas e as 3 salas com bonitas pinturas, a Sala do Capítulo (incluindo o pequeno oratório no fundo da sala que interrompe o único corredor de comunicação entre as salas que têm pinturas).

Arco romano de Beja

Também conhecido como Porta de Évora é um Monumento Nacional localizado no concelho de Beja, na freguesia de Santa Maria da Feira. Pensa-se que o arco romano de Beja terá sido construído entre os séculos III e IV d.C., juntamente com as restantes muralhas da então Pax Julia. O Arco fica situado entre um dos troços da amurada que envolvia Beja e uma das torres que ladeiam a muralha do Castelo de Beja, tendo como principal funcionalidade dar acesso à barbacã que rodeia a torre de menagem, localizada a oeste deste mesmo local.

O Castelo medieval

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, foi inicialmente conquistada pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1159, para ser abandonada quatro meses mais tarde. Foi reconquistada de surpresa, por uma expedição de populares idos de Santarém, em princípio de Dezembro de 1162. Nos anos que se seguiram, posteriormente à derrota daquele soberano no cerco de Badajoz (1169), o cavaleiro Gonçalo Mendes da Maia - o Lidador, já nonagenário, perdeu a vida na defesa das muralhas de Beja. Diante da falta de informações sobre o período posterior a essa data, os estudiosos acreditam que a grande ofensiva almóada de Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur (1191) até ao rio Tejo, após ter reconquistado Silves, compreendeu também a reconquista de Beja, permanecendo em poder dos cristãos apenas Évora, em todo o Alentejo. Supõe-se ainda que a povoação teria retornado a mãos portuguesas apenas entre 1232 e 1234, época em que as vizinhas Moura, Serpa e Aljustrel, documentadamente, retornaram.

Igreja de Santa Maria

É uma das mais antigas igrejas de Beja e, segundo alguns autores, terá funcionado primitivamente como mesquita. Trata-se de um dos melhores exemplo do gótico alentejano. Preserva a estrutura gótica da ábside, sendo de realçar, ainda, a galilé, os altares barrocos e a "Árvore da Vida", representada numa capela lateral.

Museu Regional de Beja/Convento de Nossa Senhora da Conceição

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi concluído por ordem dos primeiros duques de Beja, D. Fernando e D. Brites, pais da Rainha D. Leonor e do Rei D. Manuel. Sob o protectorado destes nobres foi um dos mais ricos conventos do Sul do país. Nos finais do século XIX e inícios do século XX, a cidade de Beja foi palco de grandes destruições patrimoniais; deste antigo convento sobreviveu apenas a igreja, o claustro, a sala do capítulo e divisões adjacentes. Presentemente encontra-se ali instalado o núcleo central do Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor) cujo espólio é composto por importantes colecções, destacando-se as de ajulejaria, arte sacra, pintura e arqueologia.

Villa romana de Pisões

Sítio arqueológico da villa romana de Pisões situa-se na Herdade da Almagrassa, a cerca de 10 Km a Sudoeste da cidade de Beja. Foi descoberto em 1967, durante trabalhos agrícolas, iniciando-se de imediato a sua investigação arqueológica. Em 1970 foi classificado como Imóvel de Interesse Público Ocupada no período romano entre os séculos I a.C. e IV d.C., encontra-se hoje parcialmente escavada, nomeadamente uma parte significativa da casa dos proprietários, apresentando mais de quarenta divisões centradas num peristilo, ricamente decoradas e onde se destacam os mosaicos. Indissociável do conjunto de estruturas da villa é a barragem de Pisões, situada a cerca de 200m, e cuja principal finalidade seria o abastecimento de água para alimentação dos seus tanques, piscina e termas, de dimensões apreciáveis.

CUBA

Igreja e Recolhimento do Carmo / Antigo Hospital

séc. XVII-XVII Situa-se no largo do Carmo/ Largo S. João de Deus, na Vila de Cuba. Construída entre 1652-54 – recolhimento de mulheres da Ordem de St. ª Teresa. Foram seus fundadores Pedro Fialho e sua Mulher Maria Lopes, Irmãos de Nossa Senhora do Carmo, cuja imagem mandaram fazer em Lisboa por volta de 1650. O convento é um edifício do séc. XVIII . A construção desenvolve-se em torno de um pátio rectangular, o claustro de arcaria redonda sustentada por pilares e mísulas, onde se abrem ao nível do primeiro andar. Janelas de peito guilhotina.

Igreja Matriz de N. Sra. da Conceição -Vila Ruiva

Foi um dos primeiros edifícios a ser construído, tal como o cemitério, onde se encontraram várias estelas discóides. Toda a vila cresceu tendo a Igreja Matriz e o Cemitério como ponto central. Há ainda referência ao castelo e às suas muralhas em diversos documentos. Junto à Igreja Matriz encontramos a Igreja da Misericórdia, onde se crê ter funcionado o hospital. Na Igreja de N. S. da Conceição podemos admirar os magníficos frescos que datam dos secs. XIV, XV e XVI. A Igreja, só por si, já merece uma visita. O edifício tem uma estrutura gótica, com interior em estilo Manuelino. Com uma localização privilegiada, no cimo de um monte, o visitante tem uma panorâmica magnifíca sobre a aldeia e arredores. Para os curiosos a vila tem muito mais para oferecer.

Ermida da N. Senhora da Represa

Situa-se no cruzamento da EN 128, estrada Cuba – Vila Ruiva, a 2 Km. da povoação situa-se a branca e pitoresca Ermida de S. Caetano embora conhecida por N. Senhora da Represa. Conta a história que apareceu pelos lados da Ermida um peregrino a pediu abrigo à ermitoa, no entanto, esta negou-lhe abrigo e ao que este lhe disse apenas que venerasse um painel de S. Caetano que ele deixara na ermida, pois era muito milagroso. A mulher encontrou de facto uma imagem de S. Caetano na ermida e arrependida por não lhe ter dado abrigo, saiu a procurá-lo mas já não o encontrou em parte alguma. À mesma hora na Igreja Matriz de Vila Ruiva, o Prior que se encontrava a rezar avistou um peregrino e quando este se voltou para o cumprimentar, não conseguiu encontrá-lo. Chegou-se à conclusão que terá sido o próprio S. Caetano que ali tinha deixado a sua imagem para que o povo a venerasse.

Albergaria dos Fusos

Albergaria dos Fusos é a pequena aldeia do concelho de Cuba, tem como Padroeira N. Sra. do Outeiro. Está situada numa pequena elevação. Em tempos existiu aqui uma pequena indústria de linho, à qual, talvez, se deva o nome da aldeia. No ano de 1920 a pequena aldeia tinha 39 habitantes e em 1970 tinha 243 habitantes. A aldeia era propriedade do Convento de St: Clara de Beja, e mais tarde, em 1503, foi vendida por D. Violante de Moura, a Madre Superiora do convento, ao primeiro Conde de Tentúgal.

Barragem de Albergaria dos Fusos

Situa-se a aproximadamente a 5 km do Lugar de Albergaria dos Fusos, a 20 Km da Vila de Cuba. A Barragem de Albergaria dos Fusos - conhecida por Barragem do Alvito é uma óptima zona para desportos de água e óptimo lugar de lazer

FERREIRA DO ALENTEJO

Igreja da Misericórdia

Exibe um importante Portal Manuelino e um belo retábulo maneirista que hoje se guarda no Museu Municipal, sediado a menos de 20 metros, na rua onde nasceu o grande intelectual e político do Século XIX, Júlio Marques de Vilhena.

Capela do Calvário ou de Santa Maria Madalena ou igreja das pedras

Trata-se de um pequeno edifício de arquitectura sui generis cuja localização originária se situava na Rua do Calvário, a sul da vila. O templete, considerado o ex-libris da vila de Ferreira do Alentejo foi, em finais do século XIX, apeado e reconstruído no sítio onde hoje se ergue, ou seja, no inicio da Av. Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Trata-se de uma construção de planta cilíndrica e, por todo o cilindro, mas sobretudo na cobertura, pululam dezenas de pedrinhas, cravadas ao natural, que assinalam a versão bíblica do lançamento de pedregulhos pelo povo hebreu ao Salvador, durante a via sacra e o caminho do calvário.

Ponte Romana de Alfundão

Situada numa das mais antigas freguesias do Alentejo, Alfundão, esta antiga Ponte e calçada marcam a importância que o povoamento Romano auferiu à região. Sem grandes confirmações oficiais, o Povo chama a esta edificação “Ponte Romana”, podendo contudo ter sido edificada posteriormente aos tempos de ocupação Romana, mas construída com materiais dela contemporâneos ou sobre uma anterior edificação. De facto, o próprio topónimo da freguesia está associado à presença romana no lugar, derivando da palavra latina “Fundana”, uma família da época, tendo provavelmente a ocupação Árabe do território acrescentado “al”.

Barragem de Odivelas

Situado no Baixo Alentejo, numa zona em que a planície começa a registar pequenas ondulações, o concelho de Ferreira do Alentejo tem uma história muito antiga, como demonstram os vestígios encontrados de civilizações como a romana e visigótica.

MÉRTOLA

Pulo do Lobo

Pouco depois de entrar no Concelho de Mértola o Guadiana vê as suas águas apertadas, onde as rochas quartzíticas determinaram um desnível com cerca de 14 m de altura. Local de lendas e de estórias de contrabando, o pulo do lobo é um dos locais mais bonitos do vale do Guadiana. Em épocas de cheias este desnível é reduzido permitindo que várias espécies piscícolas subam a montante para desovar.

Moinho do Alferes

Junto à ribeira do Vascão, afluente do Guadiana encontra-se o secular moinho do Alferes, que esteve em funcionamento até à década de sessenta, data em que estes engenhos foram substituídos por moagens de maior dimensão. Localizado numa área de grande riqueza ambiental e paisagística, o moinho foi recuperado e é actualmente utilizado pela Associação de Defesa do Património de Mértola para actividades de sensibilização ambiental.

Torre Couraça

Edificada em época romana, a Torre Couraça tem ao longo dos séculos resistido a muitas cheias do Guadiana. Esta edificação permitiu aos habitantes de Mértola o acesso à água e a defesa do porto em períodos de guerra. Está classificado como monumento nacional desde 1910

Castelo de Mértola

Assente em estruturas muito antigas o Castelo de Mértola foi edificado já em época cristã, tendo ao longo da História sido alvo de muitas transformações e obras de recuperação. A Torre de Menagem construída em 1292 por ordem de Dom João Fernandes, Mestre da Ordem de Santiago, alberga um núcleo museológico e é um local privilegiado para observação da vila e do território envolvente.

Passeios no Guadiana

O vendaval, embarcação propriedade da Autarquia, é uma antiga traineira que deixou as lides da pesca há alguns anos e passou a transportar dezenas de turistas pelas águas calmas do Guadiana. Nos cerca de 60 Km que Mértola dista da foz do rio, em Vila Real de Santo António, o Vendaval faz diversas paragens no seu percurso. Quando a maré o permite, o barco navega até Mértola; quando assim não é possível, o seu porto de abrigo é o Pomãrão, local a partir do qual, para Sul, o rio passa a delimitar a fronteira. Já em águas internacionais, o Vendaval tem como pontos de passagem as vilas de Alcoutim e San Lúcar del Guadiana (esta no lado espanhol), Guerreiros do Rio, Foz d Odeleite e Vila Real de Santo António. O vendaval tem capacidade para vinte passageiros e demora cinco horas a fazer este percurso.

MOURA

Barragem de Alqueva

É a maior barragem portuguesa, situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da aldeia de Alqueva. Possui uma altura de 96 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 458 m. A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 240 MW. A albufeira atinge, à cota máxima, os 250 km², sendo o maior lago artificial da Europa. Foi construída com o objectivo de regadio para toda a zona do Alentejo e produção de energia eléctrica, para além de outras actividades complementares.

Castelo de Moura

Encontra-se implantado na zona mais alta da cidade, em posição inter-fluvial. Edificado sobre um castro pré-romano, numa zona intensamente ocupada pelo homem, constitui um importante repositório da História de Moura. Detendo a classificação de Imóvel de Interesse Público, esta fortificação integra no seu recinto torres circulares e quadradas. Do período Islâmico chegou até nós uma torre de taipa sobranceira ao edifício da Biblioteca Municipal, que terá sido construída no século XI ou XII. Dessa época é também a lápide que comemora a edificação de uma torre, mandada fazer por Almutadide Billahi, chefe de uma taifa em meados do século XI.

Termas de Moura

O estabelecimento termal localiza-se na entrada do Jardim do Dr. Santiago, servindo de portaria a este jardim municipal. Consta de dois edifícios idênticos, com frentes em varandim corrido. Só se encontra aberto o banho do lado esquerdo, outrora destinado ao sexo feminino, com cinco quartos de banho (de belas banheiras em mármore), servindo um deles para banhos de higiene. O Chafariz das Três Bicas é uma bela obra barroca em mármore, coroada pelas armas de D. João V, sobre o qual se ergue a varanda do antigo palácio, actual biblioteca municipal.

Igreja e Ex Convento do Carmo

Não existe a menor dúvida de que a primeira fundação carmelita em terras portuguesas se realizou em Moura, no ano de 1250. Menos certa, é contudo a responsabilidade da fundação do Convento do Carmo, que muitos historiadores atribuem ao infante D. Afonso de La Cerda (fundador de mais dois conventos, um em Gibraleon e outro em Requena).Desde a sua fundação, este convento beneficiou de numerosos privilégios reais e era tal a devoção dos habitantes da Vila e arredores que, já no séc. XVI, temos bens de famílias importantes a serem doados ao convento, por vontade testamentária. De referir a título de exemplo a doação efectuada por Afonso Gonçález, cónego de Badajoz, em 1428, de todos os bens que o mesmo tinha em Moura (com obrigações de missas e sufrágios).

Moinhos

De arquitectura de produção, período moderno, outrora trabalhavam de Sol a Sol, hoje jogados ao abandono encontram-se em avançado estado de degradação. Contam-se ao longo do Rio Ardila vários moinhos também chamados azenhas o da (Vaca, Serralhão, Novo, Santa Marina, Caveira, Volta, Viegas, Figueira e Doutores). Os moleiros recebiam as sementes que transformavam em farinha, e depois em cada lar era transformada em pão, pão que na altura era a base da alimentação de muitas famílias, que pouco mais tinham para comer, estes para além da sua actividade cerealífera, ocupavam-se também com a pesca, semeavam algumas varzeas e tinham im barco que utilizavam para transportar pessoas e carga para a outra margem

Igreja Paroquial de Safara

A igreja apesar de ter sido construída, em parte, nos auspícios do reinado de D. Manuel I, não apresenta sob o aspecto arquitectónico o rico estilo manuelino, pois apenas as colunas que formam as naves (uma central e duas laterais) são daquele estilo. A sua frente é de 13 m. por 27 de fundo e encontra-se situada numa praça ao centro da povoação. Na entrada principal, e de cada lado da porta, há uma coluna pertencente à obra arquitectónica "composita", junção feita pelos romanos às obras arquitectónicas dórica e coríntia dos gregos. Estas colunas, assim como o valioso tímpano que suportam, são feitas de pedra mármore. A igreja, interiormente, fechada em arcos góticos, soalhada de ladrilhos tijolados e com os altares em obra de talha, parece desafiar os séculos

ODEMIRA

Necrópole do Pardieiro

É uma necrópole da Idade do Ferro que se localiza junto da estrada que liga S. Martinho das Amoreiras a Corte Malhão.O achado ocorreu em 1971 tendo sido as escavações arqueológicas dirigidas pelos Dr. Caetano de Mello Beirão e Virgílio Hipólito Correia. As estruturas descobertas são constituídas por onze monumentos funerários de planta sub-rectangular, todos justapostos. Estes monumentos funerários, em pedra seca cobriam as sepulturas constituídas por fossas escavadas nos xistos da base, cobertas com grandes lajes, por vezes aparelhadas e decoradas. A identificação deste sítio arqueológico foi realizada na sequência do achado de uma estela epigrafada com a escrita da primeira Idade do Ferro do Sudoeste Peninsular que pode ser vista no Museu da Escrita do Sudoeste em Almodôvar.

Forte de S. Clemente

Protector da povoação de Odemira, que tinha em Vila Nova de Milfontes o seu posto avançado contra a pirataria, aparece como um dos mais emblemáticos do concelho.

Ponte de Santa Clara

Construída no séc. XVIII é conhecida localmente como ponte romana por se situar perto de uma via romana que ligaria Beja ao Algarve e cujos vestígios perduram ainda. Em meados do séc. XX uma intervenção provocou uma derrocada parcial desta ponte. Em 1996 foi aberto o processo de instrução de classificação desta ponte pelo IPPAR. Foi intervencionada em 2005 através do Programa de Recuperação de Pontes Históricas do Alentejo, com o apoio do POC (Programa Operacional de Cultura), tendo sido alvo de obras de consolidação.

Ermida de Nossa Senhora do Carmo

É uma das três ermidas da área rural envolvente da Vila de Colos. Será provavelmente a mais antiga. O seu nome primitivo era Nossa Senhora da Afincerna, nome da actual herdade onde está situada e pelo qual é ainda hoje conhecida. Foi mandada erigir por Cristovão Correia da Ordem de Santiago, tendo sido concluída em 1518. O templo é constituído por três áreas distintas: de culto, de habitação e serviços e o alpendre tendo vivido nela quatro frades. Ainda na Segunda metade do séc. XVI recebeu obras conforme indica o retábulo maneirista do altar, tendo desaparecido as pinturas murais da decoração inicial

Igreja de Nossa Senhora da Assunção

A sua construção data provavelmente do séc. XVI, sendo que o altar de talha dourada e policromada, bem como a fachada principal são já do séc. XVIII A última intervenção de recuperação do edifício ocorreu em 1980. É um exemplar de arquitectura religiosa de tipologia manuelina, barroca, vernácula que pertenceu à Ordem de Santiago

Porto de Pesca do Portinho do Canal 

Vila Nova de Milfontes, desde há muito conhecida como “A princesa do Alentejo”.A Vila Nova de Milfontes é apenas surpresa para quem não a conhece. Sobretudo se chegar à vila vindo de Sul, passando pela ponte sobre o rio, contemplando a partir daí o estuário do rio Mira.

Praia do Malhão / Aivados 

Malhão – É uma das praias favoritas de muitos turistas que passam férias em Vila Nova de Milfontes. Localiza-se a cerca de 5 km a norte desta vila e beneficia de um parque de campismo, nas proximidades. É uma praia vigiada e com óptimas condições para a prática de surf e bodyboard

Praia da Zambujeira do Mar 

Recortada numa alta falésia é um dos destinos turísticos mais procurados da zona. Tal como todas as outras, é ladeada por pequenas praias, tanto a norte como a sul, constituindo óptimos refúgios para quem quiser evitar a agitação das praias principais e desfrutar de momentos de verdadeira descontracção e contacto com a natureza no seu estado mais puro. É uma praia vigiada, com boas condições para a prática de surf e bodyboard.

Praia dos Alteirinhos

Esta praia situa-se a Sul de Zambujeira do Mar e é Recortada numa alta falésia. Trata-se de uma praia de grande beleza natural dada a forma das rochas envolventes. Tal como todas as outras constitui um óptimo refúgio para quem procura a tranquilidade. A praia dos Alteirinhos é a única praia classificada como zona naturista do concelho de Odemira.

Praia das Furnas

Localiza-se na margem sul do Mira, tendo como cenário de fundo as praias da Franquia e do Farol e parte de vila de Milfontes. Tem uma frente de mar e outra de rio, junto à foz do Mira, onde o areal é mais largo. A partir de Milfontes são dois os possíveis itinerários para lá chegar: pela ponte ou por intermédio de uma embarcação que, durante os meses de Verão, assegura a ligação entre as duas margens do rio. É uma praia concessionada, sendo a vigilância da sua competência.

OURIQUE

Castelo de Ourique 

A edificação do castelo de ourique, estrutura militar lendária e que ainda hoje preenche memórias, deve-se aos muçulmanos. Este castelo terá, com toda a probabilidade, alternado várias vezes entre o crescente e a cruz, consoante a sorte de armas. Nos tempos da reconquista teria um papel essencialmente de atalaia defensiva, tendo como guarda avançada o castro da cola. Uma das referências mais importantes ao castelo de ourique é feita pelo cronista árabe ahmed benmohmed arrazi que, no século x, se lhe refere como um dos mais fortes do termo de beja.

Circuito arqueológico do Castro da Cola

O Castro da Cola fica junto da ribeira do Marchicão e próximo do rio Mira, e começou a ser ocupado nos inícios da Idade do Bronze. Classificado como Monumento Nacional, o seu dispositivo defensivo completava-se por cercas muralhadas, das quais ainda existem vestígios. Integra-se no Circuito Arqueológico do Castro da Cola, constituído por vários monumentos megalíticos, povoados calcolíticos e necrópoles das Idades do Bronze e do Ferro.

Cerro do castelo/forte de Garvão

O Cerro do Castelo de Garvão teve ocupação humana pelo menos desde o Bronze final, tendo aí sido encontrados muitos vestígios de romanização e ocupação continuada durante o período árabe. A vila medieval desenvolveu-se nas suas encostas Sul e Este. Na vertente do lado nascente, foi encontrado um importante depósito secundário de oferendas e ex-votos, constituído na 2ª metade do séc. III a.C., certamente incluído numa estrutura de carácter religioso mais complexa. A existência de inúmeras placas oculadas em ouro e prata apontam para o culto de uma divindade com poderes profilácticos nas doenças de olhos; as peças utilitárias podem ter contido oferendas alimentares, as taças podem ter sido usadas para libações ou como queimadores ou lucernas. Este depósito votivo foi constituído numa fossa artificial talhada na rocha e foi intencionalmente coberto por grande número de peças fragmentadas misturadas com grandes blocos de quartzo e terra. Na base assentava uma caixa com um crânio humano com indícios de trepanação, rodeado por ossos de animais e fragmentos de cerâmica pisados. Sobre ela assentavam grandes vasos cerâmicos, cheios de outros recipientes menores alguns contendo pequenos objectos em cerâmica, ouro, prata, vidro, coralina e bronze; os espaços entre eles era ocupado por outros recipientes menores.

SERPA

Museu Arqueológico 

Em 1984, na sequência da actividade desenvolvida pelo núcleo de arqueologia do Centro de Cultura Popular de Serpa, o Museu Arqueológico foi instalado na antiga casa do governador da Praça, situada na alcáçova do Castelo. O projecto contou com a colaboração do arquitecto Mário Varela Gomes. O museu apresenta uma exposição permanente de materiais arqueológicos que abrangem um vasto período cronológico - do Paleolítico inferior à época islâmica -, oriundos, na sua maioria, da área geográfica do concelho. Relativamente ao Paleolítico, as peças em exposição são provenientes do Moinho do Catalão, da Casa da Barca, da Quinta de D. Luís, da Azenha do Correia, de Insua, do Moinho do Catalão, da Azenha dos Machados e do Terraço do Laço. A Idade dos Metais está representada com materiais oriundos de S. Brás I, do Moinho da Misericórdia e do Castelo de Serpa. As peças datadas do período romano foram encontradas na Torre Velha, na Cidade das Rosas, no Monte Branco, na Quinta de D. Luís, no Monte dos Alpendres e na cidade de Serpa. No que diz respeito aos materiais islâmicos, a sua proveniência situa-se na Cidade das Rosas e no Monte Zambujeiro. 

Muralhas de Serpa

As muralhas de Serpa irrompem no meio de um outeiro, apresentando diversos estilos de arquitectura. Compõem-se actualmente de castelo e alcáçova com torre de menagem adossada, e muralhas reforçadas por torres e torreões. Dentro e fora das muralhas estende-se a povoação, a maior parte da qual ainda intramuros. O palácio dos Melos está assente sobre um de seus panos, assim como o aqueduto, cuja arcada se prolonga até à nora mourisca, que servia para abastecer de água o palácio.

Museu do Relógio

Na vila de Serpa encontra-se um original motivo de interesse: o museu do Relógio, único no seu género em toda a Península Ibérica. Instalado no belo edifício seiscentista que foi o convento do Mosteirinho, em dez salas primorosamente arranjadas podem ver-se cerca de 1600 relógios das mais famosas marcas. De bolso, de pulso ou de sala, algumas destas peças únicas contam o tempo há mais de 350 anos! Com apenas 3 relógios de bolso avariados que herdou dos seus avós, o fundador do museu foi dando corpo a esta notável colecção, fazendo voltar a pulsar, pela arte de dois Mestres relojoeiros, estas máquinas do tempo que agora se exibem aos visitantes.

Vila Nova de S. Bento - Igreja de S. Bento

A sua construção data de 1720 e prestigia muito esta localidade, visto ser um templo de uma só nave, mas de grande comprimento. Sobre a construção desta igreja conta-se a seguinte lenda: S. Bento esteve durante cem anos na Capela da Abóbada, mas devido à sua insistência em aparecer todas as manhãs em cima de uma amendoeira, construíram a igreja nesse dito lugar. O tronco da amendoeira ainda existe sob o altar de S. Bento. Nesta igreja existem valiosos quadros pintados a óleo. Existe um quadro no “Altar das Almas” que o povo diz representar uma alma de “olho” no mundo. Esta figura segue com o olhar qualquer pessoa que passe pelo quadro.

Cruzeiro

Cruz em pedra que dista aproximadamente 4 Km da povoação. Foi erguida por subscrição pública, no ano 1958, no local onde, desde tempos muito remotos havia uma cruz em madeira, chamada Cruz de S. Bento. Supõe-se que este lugar foi escolhido por daí se avistar a Igreja de S. Bento e ter sido, em tempos passados, um ponto de passagem utilizado por visitantes e comerciantes (contrabandistas), para orarem, pedindo protecção a S. Bento nas suas idas a Espanha, nomeadamente para Paymogo. É neste local que todos os anos, no dia 3 de Maio, por altura da Festa das Santas Cruzes, se realizam a missa campal e o arraial.